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Olhar de Beijo

por Closet, em 12.11.10

 

Há olhares de beijo.

Não sei se são beijos que se olham penetrantes, se olhos que se beijam sedentos.

Por isso chamo-lhes olhares de beijo, onde a fusão é plena e voraz: beijam com os olhos e vêem-se no beijo.

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publicado às 00:26

Algumas

por Closet, em 02.03.09

GeodoAmetista.jpg picture by Dama_do_Lago

Imagem retirada da Internet

 

Às vezes desiludo-me com pessoas. Não todas. Algumas. As que me deixam iludir com elas. Seja como for, a desilusão é sempre uma areia movediça que nos suga assustadoramente. Reajo mal a este sentimento. Petrifico. Transformo-me num rochedo vulcânico, escuro, feio. Não me reconheço. Fujo de mim. 

Talvez para me proteger, fecho-as numa cápsula opaca para não as ver mais. Acredito que desapareceram. Já não me alcançam.

Assim, dou por mim a guardar dessas pessoas as memórias de tudo o que um dia gostei delas. Elas ficam em mim pelo carinho que partilhámos. Guardo o seu sorriso, o seu olhar, os seus gestos e as suas palavras. Sorrio ao pensar nelas. Não lamento nem me queixo. Sigo em frente. No meu caminho elas já não se cruzam.  

 

Assim é esta música que adoro:

Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar.” Livro do Desassossego, Bernardo Soares

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publicado às 21:33

Olhar

por Closet, em 23.12.08

Porque à vezes me apetece escrever coisas lamechas sem graça nenhuma...e ando a ler O Livro do Beijo de Martine Mairal, e acabei de ler um texto na net sobre a importância do sabor dos beijos e dos abraços, que os devemos saborear... voilá, inspirei-me... só um texto, sorry, e uma foto da net que alguém simpático tirou e eu, muito à frente, já consigo colocar aqui.

 

 

Um olhar intenso e penetrante cortou-me a respiração. Foram apenas segundos. Os teus olhos azuis imensos romperam os meus a uns metros de distância, como se quisessem beijar-se. Já os tínhamos cruzado tantas vezes mas nunca como naquele dia. Eles ficaram suspensos no tempo, falaram uma língua incompreensível à razão, atearam-se mutuamente. Foi como um feitiço, não os consegui evitar, não os consegui esquecer. Perseguiram-me estranhamente.
E aquele olhar repetiu-se mais uma vez num fim de tarde sem sentido. Atordoou-me a alma, que confusa planava por mares distantes, perdida em horizontes longínquos no tempo. E mais uma vez aquele olhar rompeu o meu sem pedir autorização. Invadiu-me. Incomodou-me. Agitou a areia que pisava. Por esse olhar era capaz de correr o mundo, por esse olhar era capaz de mover montanhas e me entregar. Se esse olhar falasse... talvez eu o compreenderia. Mas foi um olhar mudo. Talvez embriagado pela minha imaginação.

Há olhares viciantes que beijam com sabor salgado. É preciso fôlego para não naufragar. Porquê? Nem tudo tem de fazer sentido... Nada me tira o prazer de olhar o por do sol deambulante à medida que os raios penetram no mar. Tudo é tão pouco.

 

 

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publicado às 00:08


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