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voa

por Closet, em 11.02.11

 

Voa entre os dois. Os segredos cúmplices.

Guardados entre as teias do tempo, asfixiados de impotência

embargados de incompreensões.

Disse-lhe «eras tu quem eu queria, para sempre»,

mas o vento levou-o, para longe.

Arrastou-o sem perceber porquê.

Diz-lhe agora baixinho «eu também quero-te tanto».

E não sabia. A névoa que tingiu o caminho, abafou-lhe a razão.

Desapareceu.

Voa entre os dois a conversa e o riso,

imparável, viciante, envolta em ilusões.

O mundo à volta deixa de fazer sentido, minusculo, perde a cor.

Deambulam confusos na realidade que evitam  e negam. 

Vivem fantasias que desenham em sombras na escuridão.

Voa o tempo sem rumo, 

onde um foco de luz gritante

aponta por um buraco a direcção.

Um raio de sol incómodo trespassa-o

Ilumina-o de prazer, queima-o de dor.

Desamparados, lambem as feridas, que ardem sem cura

e guiados por a luz esperam. Mais uma vez, esperam o destino,

aquele que os entreguerá um dia,

nos braços que apertam, um e outro, em solidão.

 

 

 

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publicado às 00:38

Destino

por Closet, em 28.11.10

 

- O destino separa por vezes pessoas que pareciam inseparáveis. Nós éramos assim, não era uma mentira. Não sei o que a Sofia te contou, mas garanto-te que tudo o que se passou entre nós foi tão intenso como verdadeiro, tão louco como desmesurado. Éramos tudo um para o outro, de tal forma que pensava ser impossível respirar sem ela. Quando abria os olhos de manhã era ela que via e demorava algum tempo a aceitar que ela não estava ali comigo no quarto… Era demasiado absorvente. Talvez tivesse sido esse o nosso problema. Amar demais assusta.

 

(do meu pseudo-futuro-conto!)

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publicado às 14:31

Destino

por Closet, em 04.11.10

 

Há um destino. Malfadado. Escrito a uma tinta invisível.

Uma história de cordel com os ultimos capítulos esquecidos por quem não os quis escrever.

Inacabada, dramática, de amantes desmembrados por palavras mortas de amor.

Como um fio de arame farpado que rasga, sangrento, e os prende ao vento sem direcção.

Assim oscilam eles, vagabundos, numa realidade ficcionada sem escritor.

 

Há um caminho que procuram a vida inteira, sem encontrar.

Estreito, sinuoso. Secreto.

Distantes, examinam os corpos que jazem feridos. Por curar.

Das chagas que os queimaram.

Lambem-se, um ao outro. Por palavras doridas que extraem dentro de si, sem falar.

 

Há uma distância que os persegue, num percurso holográfico.

Repetitivo. Assustador.

Um cansaço que invade cada segundo que passa.

Numa luta inglória. Numa espera insuportável.

Como um caminhar solitário num chão frio numa busca incessante de calor.

Perseguem cegos as palavras moribundas que trazem na pele vestidas,

Numa embriaguez perpétua de desejo, de paixão e amor.

 

Há um destino, um caminho e uma distância.

Há desejo, paixão e amor.

 

 

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publicado às 00:10


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