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Cortou-o

por Closet, em 06.07.10

Naquele dia matou-o

dilacerou-o mais um pouco.

e viu-o num cambalear louco.

Como uma morte que se faz lenta e sombria

a gotas de veneno, uma morte fria.

Matou-o por fora e por dentro. Num sofrimento lento.

Doloroso.

Num apagão definitivo, penoso.

Desistiu e, num golpe fatal,

Enterrou-o vivo,

como se enterra um desejo carnal.

Inacabado. Perdido. Mal resolvido.

Num ritual satânico

incendiou

o corpo que tanto desejava, 

o sorriso que a fascinava,

cortou-o em mil pedaços.

Viu na fogueira todo ele arder

entre chamas de ironia

quem ganhava ou quem perdia

não sabia.

Matou-o

Decidiu naquele dia

Não o queria mais ver.

 

publicado às 00:17


4 comentários

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De BF a 06.07.2010 às 12:37


Minha querida, li os últimos textos e gostei muito, muito mesmo.
Há muitas frases que me encaixam e outras que fazem parte das personagens que inventas, inventáste, crias e criáste. ;)
Adorei esta parte e sei-o bem de cor:
"Encenou um olhar cego envidraçado
E escondeu o seu olhar sem-abrigo, carente, ausente
que sobrevive abandonado"
Acho que precisamos de almoçar. Amanhã??
beijos mil
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De Closet a 07.07.2010 às 02:17

mandei-te uma msg...almoçamos sim!!
quanto aos textos, obrigada, conheces o meu "estilo"!! Falamos depois :) bjos mil ***
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De Paula a 06.07.2010 às 20:47

Simplesmente espectacular (:
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De Closet a 07.07.2010 às 02:17

e macabro também...vendo bem!!
Obrgada, bjss

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