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Me? I'm Me.

por Closet, em 22.02.09

O sol voltou a brilhar e, inexplicavelmente, isso tem um efeito inebriante na minha vida, no meu humor e até nas minhas reacções mais primárias... Hoje passei parte do dia numa esplanada de uma marina a olhar os barcos e o mar. Sempre me imaginei a zarpar num barco para lugar nenhum, apenas navegar sem destino. Algo que, muito provavelmente, nunca irá acontecer, mas não me importo e continuo a guardar este sonho na minha caixinha de impossíveis. Por isso se chamam sonhos, não têm de fazer sentido ou mesmo ser realizáveis, talvez até perdessem a sua magia.

Enquanto os meus homens andavam de patins em linha e a "mumy não vai porque cai"... foi logo a constatação óbvia de uma criança sábia de 3 anos... eu fiquei deliciada na esplanada com um portátil a escrevinhar a história que tenho entre mãos para o desafio da Fábrica das Histórias... inspirada naturalmente, e com mais sardas também depois do sol que apanhei!

Numa pausa após o almoço, com os phones e ao sabor de uma imperial, dei por mim a rabiscar no meu caderno um casal de  namorados sentado à minha frente... shame on me, acho que não perceberam!

E, não sei porquê, lembrei-me do filme que vi na 6ª feira, Vichy Cristina Barcelona. Sempre fui fã do Woody Allen, principalmente dos livros, 5 estrelas para o "Sem Penas" e "Efeitos Secundários" que me acompanharam na adolescência. Voltando ao filme, fala inevitavelmente sobre as conturbadas e insólitas relações de amor. Na verdade encontro facilmente em mim um pedacinho de cada personagem. Desde as certezas completamente incertas e frágeis da Vichy; à incessante procura de Cristina por aquilo que realmente quer, mas confrontando-se irremediavelmente sempre com a certeza daquilo que não quer; à visão simplista, apaixonada e sedutora do amor pelo pintor Juan Antonio; ou à eterna loucura insatisfeita de Maria Helena. Um cocktail de emoções que demonstram que o Amor romântico é o amor impossível. Esse será sempre avassalador, corrosivo, sedante, inspirador. É com este amor que sonhamos, mas nunca o conseguimos viver. É o chavão do filme rematado pela Penélope.

A certa altura no filme a lindissima Scarlett responde a propósito de a questionarem sobre a sua suposta bisexualidade "Me? I'm Me.", com a insanidade própria de quem não compreende rótulos, alienada de quaisquer convenções sociais. A frase soou-me estranhamente familiar e ridiculamente perfeita. "Me? I'm Me" nada mais

 

 

publicado às 22:57


4 comentários

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De Cloudy a 23.02.2009 às 11:54

Curtinho ou compridinho, cansada da carga de lenha ou não, quer abundem mais ou menos sardas... há sempre inspiração!
E gostamos sempre de te ler cara closet!
Beijocas e boa semana!
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De Closet a 23.02.2009 às 20:52

Obrigada Amiga!
Boa semana para ti também! Com muitas lambidelas e latidos ;-)
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De `Na a 23.02.2009 às 20:36

Que mais podemos pedir quando "nós somos nós"?

Penélope tem um excelente desempenho nesse filme. Merecedora do óscar, com certeza.
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De Closet a 23.02.2009 às 20:54

eu utilizo desde os 12 anos a expressão "é à mim" para as coisas que são tipicamente minhas... deve ser este filosofar "eu sou eu"!
A Penélope estava fantástica sim senhora! Mereceu!

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