Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




encontras-me

por Closet, em 25.06.14

 

 

Um dia encontras-me num lugar singular, imprevisto.

Chegas devagar e dizes-me:

- "Olá tudo bem?"-  com a habitual voz coloquial, desprendida de significado.

Respondo-te com um sorriso aberto, algo tímido disfarçado. Murmuro:

- "Olá, tudo bem contigo?".

Não haverá lugar a qualquer resposta, nenhum dos dois está verdadeiramente interessado naquela pergunta, tão desprovida de sentido.

Um dia encontro-te no lugar mais recôndito, ou banal. E os dois, em frente ao outro, seremos dois estranhos repelindo orgulho.

Os olhos ainda se tocam intermitentes. Mas s palavras entre nós morreram de espera, miseráveis. Inúteis. Vagabundas.

Um dia encontras-me num lugar qualquer, e o espaço entre nós dois, ainda que minusculo, abrigará um silêncio do tamanho do mundo.

E eu até sou capaz de falar do tempo, e tu até és capaz de me dizer as previsões da meterologia. Ridículos.

Encontras-me, um dia, num lugar estranho, e serás tão estranho como um vulto distante, perdido. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:00

dias sem horas

por Closet, em 15.06.14

Adoro dias sem horas.

Quando o tempo não ocupa espaço entre os momentos.  

Dias onde não existem relógios de ponteiros a limitar instantes únicos e apenas o sol nos acena o desenrolar do dia.

Não há horas, nem minutos, para nada. Há apenas ir e voltar, ou ficar, se assim entender.

Guarda-se o livro apenas quando os olhos cansados pedem para os braços se espreguiçarem na areia, e o corpo dormir se sentir vontade.

E todos os momentos mágicos de conversas e gargalhadas, partilhadas com genuína alegria. 

Adoro dias sem horas, que são aqueles que mais perduram.

 

Estes foram momentos dos últimos dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:57

por uma vez que fosse

por Closet, em 05.06.14

 

 

Por uma vez que fosse,

queria ter-te num contexto diferente.

Noutro tempo, noutro lugar, em coordenadas inexistentes num mapa, ou em qualquer parte do sistema solar.

Queria viver-te despido desses fatos escuros cinzentos, das frases e decisões correctas e da obrigações morais.

Dizer-te abertamente "quero-te", nesse preciso momento, sem mais nada, sem precisar de me explicar.

Queria perder-me contigo num espaço apertado, e sorrir-te deliciada, enquanto me afagas o rosto e me prendes o olhar.

E nesse espaço minúsclo onde nos perdemos, é onde nos temos um ao outro, únicos, diferentes, como se o mundo girasse só para nós, para o lado contrário.

Queria ter-te, por uma vez que fosse, perdido a meu lado. Enrolar-me em silêncio dos teus braços, enquanto a lua acorda entre as ondas do mar. 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:12


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Junho 2014

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930