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Ramos do peito

por Closet, em 26.12.13

 

 

 

Tenho andado a vaguear por aí, sem destino certo.

Reservo a (pouca) escrita para um desafio semanal em que participo, mas que não me permitem publicar.

E nem dei conta e já fiz anos, e já passou o Natal... e já vem aí, a passo rápido, o ano novo...

 

É assustadora a velocidade do tempo e, ainda assim, há tanto que fica preso em nós, como um ramo de árvore num dia de tempestade. Despido, desfeito, atirado para um buraco que o abriga num abraço apertado e o torna prisioneiro. Tanta coisa fica em nós, enquanto o mundo gira lá fora num rodopio estonteante.

Gosto de me sentar junto à janela neste dias de tempestade. Olhar tudo o que o vento conseguiu levar de mim e descobrir o que ficou agarrado em refúgios do meu peito.

Depois respiro fundo, afago os ramos que guardo cá dentro, vejo que alguns ainda me magoam e arranham, outros já se acomodaram e vivem moldados num buraco onde os retenho. Sorrio deliciada para todos aqueles que agarrei com firmeza, ou se agarraram a mim heroicamente, transbordando vida, paixão e encanto. Amo-os. Cada ramo que trago preso no meu peito.

 

 

FELIZ 2014 a todos!

 

 

publicado às 14:53


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