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«Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, irremediavelmente afastados« Haruki Murakami

Há 4 anos e meio aventurei-me no mundo dos Blogs.
E entrei ao meu estilo tão próprio: sabendo ZERO sobre o assunto.
Não era leitora de blogs, tão pouco era assídua de internet, nem sequer tinha um email pessoal. ZERO!
Com o tempo, fui descobrindo como funcionava, entre textos de risos, desabafos e historias inventadas. Apareceram amigos de onde não imaginava. Tinham nomes diferentes, como o meu "Closet", e os seus rostos eram feitos de palavras.
Depressa este Closet tornou-se o meu quarto encantado, um lugar viciante, um escape diário. Nem sempre foi um lugar pacífico, por vezes revelou-se controverso, inquietante e agitado. Talvez pelo rumo que tomava, a certo dia fartei-me dele e fechei-o, entre o triste e amuada, a sete chaves. Por vicio, abri outro blog, escondido em lugar incerto, num discurso cruzado.
Mas com o tempo, tive saudades do Closet, e reabri as portas para escrever para a Fábrica de Histórias que tinha regressado. Deixei-o assim despido, a meio gás, desabrigado.
Hoje, espreito para dentro dele e vejo um pouco de mim espalhado em cada prateleira erguida, em cada gaveta desarrumada. Vejo roupas antigas que reclamam vida, cabides vazios a implorarem ser usados.
Tenho tão pouco tempo no meu dia-a-dia, mas não resisto a rodar a chave, abrir as portadas.
E por instinto, pinto o Closet com a essência da sua origem, a diversão da sua abordagem.
Isto não e um lugar de conversas tristes e dramáticas. Tão pouco onde se aprenda cultura e muito menos as regras do acordo ortográfico!
Vou escrever como quem conversa baixinho, sobre as minhas pegas com os maquinistas dos comboios, as histórias dos phones perdidos e todos os fios enrolados. A moda que não quer nada comigo e as 365 promessas de dietas falhadas. O desporto que não pratico e as conversas descabidas com desconhecidos que encontro por onde passo. Todos os mal entendidos da vida e os sonhos mais ridículos que nos atrevemos a sonhar. As roupas que visto e não visto, os livros que leio e filmes que vejo e todos os devaneios que me der vontade.
Sinceramente... Quero sacudir o pó com gargalhadas!
Para relembrar o primeiro post do Closet.