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2011 a CORES

por Closet, em 31.12.10

É neste ultimo dia do ano que temos a obssessão de fazer 1001 promessas, traçar as 300 metas que propomos atingir, rebuscar os mais variados sonhos por realizar. É agora que alimentamos ilusões de que ao badalar da meia-noite tudo será possível, pelo menos os 12 desejos que ingerimos com uma esperança voraz...

Eu não sou diferente!!

 

Para além dos desejos habituais de paz, saúde e alegria para a minha familia e amigos, desta vez vou guardar uma passa para um desejo especial só para mim: Colorir a minha vida.

 

Espero encontrar o caminho certo, que ainda não sei qual será, mas sei que será repleto de cores.

Desconfio que passará por terminar e enviar o meu conto, acabar um projecto editorial com 2 amigas e avançar com o meu livro de retalhos que iniciei este ano... se ainda tiver um tempinho, gostava de tirar um curso de pintura e outro de ilustração...

É um bocadinhozinho... eu sei... mas tenho 365 dias pela frente, e hoje é dia de SONHAR :)

 

FELIZ ANO a todos! Desejo-vos um ano colorido!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:02

Quebra

por Closet, em 30.12.10

 

 

Há dias em que me sinto cansada da vida, ou de mim, não sei bem. Talvez não consiga dissociar uma coisa da outra. Sinto-me farta, só isso, e o acordar torna-se pesado, como se tivesse de carregar um camião nos braços. Como se o chão me fugisse ao andar. Fecho os olhos novamente e penso "ainda não, mais um pouco" na esperança que o sonho seja a vida e a vida o sonho. Tal é a confusão que por vezes nem sei bem.

Ergo o corpo exausto e acredito estar a sonhar. Arrasto-me até ao banho onde a água, demasiado quente, queima-me a pele libertando um vapor onde não me encontro. Um nevoeiro onde não vejo nada e sinto-me bem. Há ali apenas água a ferver, que escorre do meu cabelo pelos ombros, percorre o meu peito e as costas. Há naquele queimar um ritual de um despertar forçoso. Do dia que grita lá fora. Da rotina frenética que me espera em vão. Abro os meus sentidos lentamente. Habituo-os à luz, ao barulho, ao sabor... e caminho em frente. Hipnotizada. Sem parar. 

 

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publicado às 14:33

Metade de mim

por Closet, em 28.12.10

 

Não sou um quadro terminado, sou uma tela vazia por pintar. Inacabada, constantemente recomeçada. Sou abstracto, inexactidão. Sou derrocada.

 

Não sou um caminho certo, mas uma rua curva de chão irregular. Metade de mim é bicho, é mato selvagem, metade é inconstante, irracional. Sou uma parte ácida, dum fruto doce, incompreensão natural. Metade de mim odeia o provável, o vício e o banal.

 

Não sou minutos do relógio que repete a dança num compasso fúnebre de espera. Renasço a cada segundo. Reinvento-me. Para depois, no momento presente, já não saber quem era. Sempre tudo novo, como num sonho, numa ilusão efémera.

 

Não sou um verso que rima. Sou despropósito, confusão. Sou antítese trocada, sou erro de conjugação. Não sei ser totalidade, com razão. Intangível, como o vento. Sou insatisfação.

 

Não sou rochedo ancorado em terra firme. Com amarras de aço invisível, porto seguro onde possam atracar. Sou dualidade em guerra permanente. Metade de mim é fogo e queima intensamente, metade naufraga no mar.

 

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publicado às 00:14

Live the question

por Closet, em 26.12.10

 

 

RAINER MARIA RILKE, Letters to a Young Poet

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publicado às 16:37

Feliz Natal

por Closet, em 24.12.10

 

Directamente cá de casa, feitas por mim (aos quilos de volume e de amor) para a familia... um Santo e Doce Natal para todos!

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publicado às 13:51

Presente

por Closet, em 23.12.10

 

Pediram os dois o mesmo presente: ficarem juntos para sempre, para além da vida.

 

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publicado às 23:14

Lá fora

por Closet, em 20.12.10

 

Fica a olhar pelo vidro enquanto a vida corre lá fora, apressada.

Escorre, em pingos mortos de chuva, que deslizam na janela. Embaciada, turva. A vida embate e escorrega, perdendo naquele vidro a sua força e o seu calor.

Por vezes não vê nada. Imagina apenas como será. Aquela vida que corre apressada, lá fora, do outro lado.

Vê-o passar, outra vez. O mesmo andar desengonçado. O sorriso nos lábios, no olhar, nos braços.

Vai agarrado a ela. As mãos envolvem o seu corpo, num fogo que arde devagar e lhe percorre as costas sem medo. Intenso. Tudo nele é intenso e louco. Desregrado. Os dois caminham num só corpo, perdidos um no outro, como um fio de novelo embaraçado. E sorriem. Com as mãos soltas do tempo, em beijos escondidos das sombras do vento. Sorriem e matam os dias vazios, com tanto que dão de si.

Por instinto, um e outro, inventam-se constantemente e sonham-se eternamente. Encadeados pela paixão imortal que lhes rasga o peito e o queima de dor. Pintam-se da mesma cor, de formas incompreensíveis, contornos indefinidos. Fazem juras de amor.

Ela vê-os passar pelo vidro da janela. Onde pingam lágrimas frias de chuva, amargas com a tristeza dela.

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publicado às 20:09

Gelo

por Closet, em 15.12.10

 

Foi num dia de sol que o seu coração gelou.

Preso a uns ramos, rasgado pelo vento. Ficou ali esculpido no tempo.

Por segundos de um relógio atrasado. Mergulhado num turbilhão de medos.

Gelado. Imóvel.

O seu coração, o que sentia, congelou.

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publicado às 21:30

Incompreensão

por Closet, em 14.12.10

 

«Há no jardim uma árvore, uma única árvore, imperdível.

As folhas cor-de-rosa escuro, a copa perfeita, equilibrada, uma arrogância face ao verde comum a todas as outras, uma sombra que se estende até ao banco de jardim e a hipótese, a pequena, a pequena hipótese, de existir, aqui, uma magia que não é para todos. Fico nesta contemplação enquanto as horas vão mudando.

 

Da janela do quarto consigo ver o vento nas folhas e, ao fundo, uma nesga de rio; consigo ouvir os pássaros. Evito olhar para o mar porque te vejo sempre nos reflexos da água, no beijo da luz do sol, um espelho hesitante de ondulações que vou adivinhando. O amor tem esse grau de incompreensão que nos aproxima do mar - do mistério que é o fundo do mar.

À noite, se as nuvens me deixam, contemplo a lua, a luz branca da lua.

Cada vez que vejo o mar, considero-o inatingível. A lua é toda uma outra reflexão.

 

(...)»

in Morder-te o coração

 

 

 

 

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publicado às 17:57

Penso em ti

por Closet, em 13.12.10

 

Penso em ti
A toda a hora, penso em ti.
Como se nada mais existisse no universo
Como se fosse tão natural e essencial como respirar.

Em ti, sim, penso e
entranhas-te na minha pele, percorres-me o sangue, invades-me o cérebro, uma vez mais.

E eu penso em ti.

Num silêncio ensurdecedor,

esfomeado.

De desejo, incontrolável, de te abraçar

encaixar-me nos teus braços.

Depois, fixar os meus olhos nos teus, penetrantes

cegares-me com o olhar onde me perco de mim, mais uma vez.

Penso em ti.

Sinto e penso

na nudez das palavras, intensas e efémeras, com que me tocas.

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publicado às 23:53

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