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Ideias Vagas

por Closet, em 21.10.10

 

(imagem da Internet)

 

Ando a aprender a trabalhar ideias vagas. Que surgem em pensamentos com emoção, mesmo que inconscientes e dificeis de concretizar. Não importa! São ideias vagas, frases soltas, que se penduram no nosso cérebro como num estendal ao sol. Devemos prende-las com molas e deixa-las secar. Para as vestir depois, mais enxutas, bem passadas com a emoção com que nos brindaram da primeira vez.

Bem... e ideias vagas tenho tantas... precisava de andar com um gravador para apanha-las todas! Vou anotando algumas e, um dia, de alguma forma acabo por concretiza-las numa imagem com emoção.

 

E, no cansaço do momento, tenho esta ideia vaga na minha cabeça.

 

Tudo começa como acaba.

Acaba num corte gelado que queima a pele e cicatriza a carne. Num abandono de si.

Tudo acaba, de forma expectável e cheiro moribundo. Enterrado numa sombra fria do passado.

Num vazio que ecoa profundo, vindo do Nada.

Torna-nos tristes, amargos de dor, vagabundos de vida.

Para depois, começar novamente a cada oportunidade fugaz,

num novo dia, arrepia-se a pele rasgada com um sopro de luz,

invade-nos a esperança desnorteada dum arriscar,

reinventar de nós mesmos, de matar o Nada.

Esse Nada onde se começa e acaba.

Faze-lo renascer das cinzas, atordoado, e esculpi-lo docemente,

Limpando as lágrimas de mágoa e acreditando que é Tudo, outra vez.

 

(disparates vagos, anyway!)

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publicado às 02:14


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