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Regressar

por Closet, em 23.06.10

 

 

Senta-se de costas no comboio que a transporta

num regresso rotinizado olha o mar despido, agitado

e sente que o tempo lhe passou ao lado.

Mais uma vez, não sabe ou certo,

desde quando viaja ao contrário

mergulhada no seu imaginário

perdeu a noção do longe e do perto,

da direcção.

Vê o seu vulto passar numa paragem qualquer

E ainda tenta acenar, sair ali por Algés

dizer-lhe "Olá, tudo bem?".

O comboio não pára, continua a andar

Já não vê ninguém.

O vulto ficou para trás

assim como a memória, incapaz

de esquecer aquela noite fatal.

De palavras erradas, corpos embrigados,

esquecer a música, apagar o local.

Mecanicamente,

Entra e senta-se de costas,

recosta-se e vê o mar agitado,

a vida a passar ao lado,

Mas ali, assim, de repente

no absurdo impossível de voltar

sente-o mais próximo de regressar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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