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Fábrica de Histórias

por Closet, em 19.04.10
Bom...ontem tive um bug aqui no blog (anyway, ainda não consegui por isto normal...se é que algum dia foi...whatever) e não consegui publicar...mas como já tinha escrito aqui vai o que me surgiu sobre o tema "6º sentido -Intuição"
 

Na hora marcada eu apareci.

Eras amigo de uma amiga. Qualquer coisa assim. Nunca fomos apresentados, nunca ouvi falar de ti.

Entraste na minha vida de modo pouco usual, talvez destino, talvez acidental.

Isso importa? Perguntei. “Não” respondeste, “não faz mal”.

Falámos por falar, conversas de ocasião, daquelas que não precisam de explicação. Às vezes é bom apenas falar…assim, com alguém distante. Desencontrados, em diálogos dispersos, num tempo e espaço gigante. De alguma forma fizeste-me sorrir, não é assim tão fácil de conseguir e acreditei em ti.

Talvez por isso, naquele dia apareci.

Por destino, ou talvez não,  disseste assim de raspão, que estavas de partida. Deixaste-me surpreendida.  Não sei se triste, se perdida, presa a um futuro-ausente. É que de repente, achei-te parecido comigo e tomei-te por amigo. Trocámos contactos sem medo, aquele era o nosso enredo, tu partias eternamente.

Na hora marcada eu apareci.

Sem qualquer medo de ti. Virava o mundo do avesso, só para conseguir estar ali.

Tinha que te conhecer. Gesto por gesto, o teu olhar. A vida é tão rápida se a deixarmos passar. Aquele era “o” momento. Não podia esperar.

O único que podia ter. Não, não é para compreender. E eu nunca te tinha visto. Tudo em nós foi imprevisto, impossível de acontecer. Mas não é esse o tempero de viver? Não te perguntei, mas sei o que irias responder.

Na hora marcada eu apareci.

Como se fosses meu amigo. Não te estranhei, não me estranhaste, parecias-te comigo.

Como num sono sem fim. A alquimia dos sentidos, as palavras interditas. Eu falei pouco de mim. E embalei no teu silêncio perturbante. Cúmplice, deslumbrante. Tocaste-me, com a mudez daquele instante e massagaste a minha alma, estranhamente adormecida. Senti que tinhas de entrar na minha vida.

Porquê? Não sei dizer. Isso importa? Claro que não. Nem sei se me vais escrever. Se te volto a ver.  

Mas nos monólogos da tua ausência, aqueles que travo no vazio, pressinto-te, com dormência, e logo a seguir...sorrio.

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publicado às 23:58


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