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«Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, irremediavelmente afastados« Haruki Murakami

Small Pleasures, Kandisky 1913
Este é uma paixão que tenho. Já é antiga, mas foi fulminante, à primeira vista, tal como todos os grandes amores!
Olho para ele de vez em quando, procuro-me lá dentro, na imensidão caótica de pinceladas. Confesso que nem sempre vejo o mesmo, e talvez seja isso que me agrade mais, nunca me farto.
Há dias em que vejo-me num barco a remos em direcção ao fundo do mar, outras vejo-me num bico de um pássaro que levanta vôo, outras estou isolada no alto de um monte a contemplar o universo... há nele tanta coisa para imaginar.
Questiono-me se "pleasure" não será isso mesmo, a nossa capacidade de imaginar que amamos esse "objecto perfeito" como se ele fosse acabar a qualquer instante. A loucura que intensamente nos acelera a alma e nos embriaga no seu nectar divno.
Amo-o. Não tenho dúvidas. Porque me dá prazer os pequenos prazeres que vivo ao contemplá-lo.
Toda a paixão é egoísta, não adianta negar.