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Não...

por Closet, em 28.07.09

Não...ainda não estou de férias... a minha ausência deve-se mesmo ao facto de andar estoirada no trabalho.... e o meu tempo livre tem sido aproveitado entre amigos, praia e jantaradas. Há lá coisa melhor??

E interiomente tenho feito um periodo de reciclagem...desisti de algumas fantasias que me perseguiam...quero sossego, quero aparecer apenas para quem gosta de mim, wake up!, e viver apaixonadamente todos os dias, sem pressas... eu sou assim...

Confesso que venho aqui diariamente, para ler os blogs habituais, e enquanto estou on-line vou jogando os maravilhosos jogos do Facebook,ehehe... entre a agricultura e uma fábrica de roupa...lá me vou entretendo com uma boneca virtual que para lá criei com direito a um par de óculos último grito Armani, Claro!

O jogo das Quintas é fácil, planta-se, colhe-se, planta-se, colhe-se... preety easy too me! Já o outro da cidade...tststs

Como ainda não percebi pevides do que é para fazer naquele jogo, para além de apanhar a toda a hora com balões de água e desafiarem-me ou para dançar ou para lutar...oh God... que escolha dificil...!! Bom, whatever... just in case, deixo-a sempre em casa e deitada a descansar...shiuuu, quietinha, n'um mexe!!

Na próxima semana entro de férias , não estarei on-line por duas semanas... na verdade serão as férias mais nómadas e imprevisíveis dos meus últimos 9 anos...e confesso que estou a adorar o sabor a aventura LOL  Enquanto que no ano passado estive de férias num hotel de 5 estrelas com spa e tudo incluido... e confesso, foi uma pasmaceira (mea culpa, I know...mas havia escorregas para a piscina para os miudos...ah... e a chipylandia à noite, claro!)...este ano espera-me pelo menos 3 destinos diferentes e...um turismo rural que desconfio...será para por em prática os meus conhecimentos recentes do jogo da farmville ehehe... Í'm ready!

Bom, vou para praias magníficas deste Portugal, entre amigos, os meus 3 Homens e um livro que me recomendaram para ler...sobre ... utopia, pronto, definitivamente acham que é a minha cara...seja! I'm ready! Confesso que estou ansiosa...

Mas antes deixarei aqui uma história qualquer,, ou uma carta de desamor que já me desafiaram para escrever...I promise! E quando voltar este Blog já terá completado 1 anito, ena!! Tenho de me esmerar para o comemorar :)

 

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publicado às 23:59

Rapto

por Closet, em 23.07.09

Hoje apetece-me raptar-te

e levar-te para alto mar

longe, nas minhas fantasias

só por uns dias

poder-te amarrar e levar.

Shiuuu, não fales

não me interessa se queres vir

embarcar ou desistir

apetece-me raptar-te

levar-te sem permissão

esquece, vou levar-te

digas sim ou não.

Envolvo-te nos meus braços

prendo os teus aos meus

não grites, não finjas

rezamos como ateus

uma prece baixinho

para encontrar o caminho

até ti, vou raptar-te

quando estiveres a dormir

nem vais sentir

vou levar-te de repente

amordaçar-te a mim

num beijo quente, sem fim

molhado, esfusiante

como uma droga viciante..

Que destino...quem diria?

Eu...sim, eu

Vou raptar-te

um dia.

 

 

 

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publicado às 00:07

Myself virtual

por Closet, em 21.07.09

Just to say...

Já andava para aqui colocar esta bonequinha há algum tempinho...confesso! Sou teimosinha e havia de conseguir por aqui a dita, nem que chovesse picaretas!

Ontem dediquei-me à tarefa de criar um Avatar...whatever..só me lembra os desenhos animados japoneses que o meu filho vê...mas voilá, aqui está ela! Lindíssima!

Tentei escolher o cabelo mais parecido com o meu...mas o que escolhi era muito caro...oh God...até em bonecas 3D virtuais se gasta dinheiro... bom, este não está mau, I guess! E coloquei-lhe as benditas sardas, ok?

Depois de horas indecisa em escolher o guarda-roupa da boneca...claro! Como se já não bastasse o tempo que demoro a escolher para mim, e visto que só tenho filhos rapazes...calças, cações, calças...pfff... agora tenho esta boneca para me entreter e, de vez em quando, vou-lhe mudando a vestimenta, why not??!

 

Bom, para quem aqui passar, directamente de uma beijoqueira lamechas, sim, moi même...aqui ficam Chuacs grandes para vocês!! (para a próxima ponho-a a piscar o olho, ok??!)

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publicado às 00:07

Défice

por Closet, em 17.07.09

Hoje, assim out of the blue, surgiu-me vontade de escrever quando li duas palavrinhas em dois lugares completamente distintos.
A palavra “défice” e a palavra “aparecer”... Quase que parecem antagónicas mas baralhando os dois textos na minha cabeça, e sim, eu sou especialista em baralhar, elas tornam-se quase complementares…
Diz o texto do Bagaço Amarelo que “a sensação de défice acompanha sempre a sensação de amor e a relação entre ambas é, às vezes, parecida com a de  Economia. Queremos consumir mais amor do que aquele que a outra pessoa  produz”.
Li isto exactamente depois de ler algo sobre o facto de "aparecermos" e como isso pode mudar muita coisa. O "aparecermos" na vida de alguém, ou alguém "aparecer" na nossa vida. Mesmo que por obra do acaso, por ingenuidade ou distracção.

Coincidência, ou não, certas pessoas aparecem para nós exactamente porque temos um défice qualquer que, de alguma forma, essa pessoa nos preenche. Seja carinho, seja companheirismo, seja boa disposição, seja a euforia da paixão, seja o mais  habitual… pura ilusão…
É como tapar um buraco enorme numa estrada, para podermos passar…  Às vezes passamos, outras ficamos por lá… até ver… até a “chuva  passar”…até a economia mudar…
E ás vezes a economia muda, e a produção de amor é tanta, assim de  repente, que nem a conseguimos consumir toda, transborda, ficamos extasiados a pensar se devemos congelar o excesso para momentos de escassez…  

Mas o amor, o que tem de cego e errante, tem de frágil...não se pode congelar! Temos de o saber dosear, aprender a gerir e a não ficarmos viciados em dosagens que mais tarde nos poderão faltar...

E sobre as pessoas que "aparecem" para tapar buracos... por vezes elas encaixam de tal forma perfeitas que o buraco deixa de existir, outras vezes vão, porque afinal o buraco revela-se muito maior do que elas... normalmente, é nessa altura que desaparecem das nossas vidas, ... e conseguimos voltar a amar apaixonadamente!

 

 

bom.. e agora vou dormir porque amanhã tenho aqui festa all day long... com mais de 20 crianças ehehe! Crazy me!!

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publicado às 23:00

Parto sem verniz

por Closet, em 14.07.09

Faz hoje 4 anos que me preparava para o parto do meu 2º filho. Era a véspera da data marcada para a cesariana. Na verdade estava calma, depois de uma gravidez pacífica e de um parto marcado com o meu médico preferido, qual George Clooney, este homem é um Deus!! Ok, ok,… trouxe os meus 2 filhos ao mundo e isso até fez com que não reparasse, durante 5 anos, que falava à sopinha de massa…so what?

Mas à parte das mil e uma festas que eu combino para o dia 15 e mais outras tantas para Sábado com o bando de crianças que faço questão de convidar (ou não fossem os amigos o que de melhor levamos desta vida), o nascimento do meu filho teve o seu quê de engraçado… próprio de quem nada teme e vai confiante para uma 2ª vez!
 
Na véspera decidi-me aperaltar, afinal no primeiro tinha ido de urgência de águas rebentadas e recebi os familiares num estado lastimável :(
Fui ao cabeleireiro, arranjei as unhas e os pés, está claro, afinal era Verão e eu ía estar na cama, descalça, of course.
Acreditem, estava linda… quando a minha sogra diz que achava que não se podia ir de unhas pintadas para o parto. Oh God… By the yes, by the no, e como eu já tinha experimentado uma depilação grátis e em tempo record no 1º parto,…no way, eles não me iam arrancar o verniz das unhas desta vez!
Telefonei para o hospital, por sinal um conhecido hospital particular, e perguntei simpaticamente olhe, vou fazer amanhã aí uma cesariana, sabe se posso ir de unhas pintadas?”…. silêncio do outro lado…até que a senhora ressuscitou, bolas que susto… “bem, nunca me tinham feito esta pergunta… vou saber e já lhe ligo”… confesso que me senti a própria da loira , com a pergunta mais fútil que alguma alminha prestes a dar à luz podia ter… mas na verdade não tinha mais duvidas, tinha feito aulas pré-mamã, sabia de cor o que levar na malinha do bebé, na minha, e na verdade quase que tinha alugado uma camioneta de mudanças para levar a bagagem LOL just kidding!
Depois de ½ hora toca o telefone com a resposta que eu NÃO queria ouvir: NÃO. E lá tive eu de tirar o verniz L
Na verdade ainda acho que foi castigo toda aquela futilidade com o verniz, já que a anestesia correu-me mal e passei 3 horas no recobro com vómitos e tonturas só de revirar os olhos, todo o meu cabelo era um matagal empastado e o meu aspecto quando cheguei ao quarto era para lá de miserável… bem, o bebé estava saudável e lindo, que é o mais importante…pena eu não ter conseguido pegar nele até à manhã seguinte!
 

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publicado às 23:41

Fantasma

por Closet, em 13.07.09

 

É tempo de lamber as feridas

e voltar a viver,

sorrir, esquecer

ignorar o fantasma

que habita em mim

e que persigo

num labirinto sem fim.

É altura de procurar a saída

e deixá-lo ficar,

ou atirá-lo ao mar,

para que fique no fundo.

É tempo de acordar

deste sono profundo 

e enfrentar

o fastasma que quero apagar.

O destino, que espera em vão

enquanto rodopio,

como um pião,

e o passado,

esse vulto escuro,

esbato nele,

como num muro,

alto, distante,

fascinante.

Abafo num grito errante

as fantasias que vivo,

enterro-as com ele

entre lágrimas de saudade,

uma réstia de paixão,

o vaziu da solidão

que é não tê-lo mais comigo

um oásis, deslumbrante,

um fantasma

um amigo.

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publicado às 23:00

botão Off

por Closet, em 10.07.09

Há um blog que leio há algum tempo, costumo imprimir os textos e vou lendo pelo comboio.Why not?

Hoje, não sei se por ter inundado os meus neurónios com numeros no trabalho, se por ter recebido uma ridicula placa de mérito (pfff...), se porque gostei da cor do mar às 20h... Hoje o texto  falou comigo... falava de "se's" e "talvez" e dos botões off que temos instalados na nossa cabeça mas que nem sempre os conseguimos encontrar.

São aqueles botões que se escondem em lugares obscuros do nosso pescoço (dizem que é aí), tocam aquela musica irritante, que não sabemos bem se adoramos ou detestamos, e ardem em labaredas no nosso corpo para lembrar-nos que AINDA não os conseguimos desligar.

Eu tenho alguns, confesso... um que me irrita por demais... na verdade luto diarimente para o desligar, off, kaput, sayonara, au revoir...(stop dreaming...)

Nestes momentes raros de sanidade penso "e se" o conseguisse desligar?? "Talvez" conseguisse ser mais feliz...pelo menos, de vez em quando...

Bom...era só isto.

 

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publicado às 00:15

História ... E se?

por Closet, em 08.07.09

E se??

 

E se lhe telefonasse?” pensava.
Rita dava voltas na cama. Já passava das 13h mas estava sozinha em casa. A Maria tinha ído passar o fim-de-semana aos avós e o marido estava numa viagem do trabalho. Enrolava-se nos lençóis de um lado para o outro. Ainda não acreditava. Parecia que tinha sido um sonho. Uma enorme confusão.
Rita recordava a noite anterior Tinha combinado um jantar com amigas da faculdade. Já não se viam fazia anos. Mas enquanto fazia tempo para o jantar resolveu telefonar-lhe. Apetecia-lhe estar com ele. Era só para beber um café...repetia. “Pode ser” era a resposta dele de sempre. E foi. Encontraram-se num café de bairro perto da zona onde ele vivia. João era seu colega do escritório e há algum tempo que a sua relação tinha ultrapassado o que era considerado normal. Mas João também não era uma pessoa normal. Tinha um toque misterioso que seduziu Rita num jantar da empresa em que se sentaram lado a lado. Rita até então não simpatizava com ele, achava-o incrivelmente convencido e até arrogante. Mas naquele jantar ficou deslumbrada com a sua simplicidade e fascinada com o seu sorriso. O João era uma caixa de surpresas e aos poucos foi-lhe conhecendo uma sensibilidade que a sua máscara de macho solteirão fazia questão de ocultar.
Depois daquele jantar começaram a trocar e-mails e sms, num jogo de ping-pong viciante e interminável. Rita tentara a todo o custo negar que se sentia atraída por ele. Estava casada há 7 anos e tinha um filha de 5 anos. Não lhe passava pela cabeça apaixonar-se por alguém naquela fase da sua vida. “Não, não ela”.. repetia ininterruptamente para si própria...mas continuava aquele jogo perigoso com João. E mal o conhecia.
Naquela tarde João convidou-a para conhecer a sua casa e Rita nem hesitou, queria conhecer um pouco do seu mundo. Era um andar moderno, despido, de quem vive sozinho e não tem intenções de o partilhar com ninguém. João mostrou-lhe o apartamento, o quarto com a sua cama desfeita, e apresentou-lhe os amigos que decoravam um painel de fotografias na cozinha. Rita estava demasiado embriagada nele, um desejo ardente apoderou-se dela e e tentou beijá-lo. João fugiu, com um sorriso trocista. Rita encolheu os ombros abanando a cabeça e rangendo “era só um beijo sendo imediatamente arrebatada por ele que a agarrou pela cintura e a beijou violentamente. Daqueles beijos desentendidos, que os dentes se roçam descompassados e os lábios se esfregam com sofreguidão. O telefone de Rita tocava e ela fugiu atrapalhada com um “estou atrasada”.
Rita lembra-se em como o seu coração batia acelerado quando saiu do elevador em direcção ao carro e como quase parou quando recebeu uma mensagem. Abriu e leu “Volta”. As pernas tremiam-lhe e foi com dificuldade que conseguiu por o carro a trabalhar. Não podia, não devia, mas queria...tanto, com um desejo que a estrangulava lentamente. Arrancou e ainda andou dois quarteirões, furiosa. Voltou para trás. Era mais forte do que ela, nem sabia bem porquê, nem o que tinha visto nele. Estava enfeitiçada.
Entrou e o silêncio dos olhares foi suficiente para perceber que queria ficar com ele essa noite. Embora soubesse que era um projecto inviável. Ele acenava despreocupado, e ela sufocou na sua garganta tudo aquilo que sentia e baralhou as palavras que a vestiram. “vai passar” repetiu várias vezes naquela noite. Deitados num sofá beijaram-se e abraçaram-se até de madrugada. Como se o mundo lá fora não existisse. Surdos, mudos. As palavras foram ocas, desprovidas de sentido. O corpo contrariou-as e Rita recorda como foi difícil resistir-lhe, enfrentar as chamas dos seus olhos e o deslizar lento dos seus dedos na sua pele. A tentação de o tocar, de se descontrolar, de o sentir, foi amarrada e amordaçada pelo seu juízo. Rita fugiu, ainda não sabe se dele se dela própria.
Regressou a casa, confusa, perdida. “Como é que aquilo tudo foi acontecer?repetia. Tinha na sua cabeça como certo que se iria fartar dele, “mais um mês” dizia, afinal nem era atraente, era convencido e irritava-a com o seu feitio orgulhoso e calculista. João chegava a ser cruel,“um dia vais ver o quanto errada estás” escrevia-lhe, como se tudo na sua vida fosse estudado ao pormenor, tudo tinha de ser sempre à sua maneira. Rita nunca percebia nada do que ele dizia ou fazia, era demasiado espontânea e sofria, em silêncio, com esta paixão não correspondida.
E se lhe telefonasse agora?” pensava ela naquela manhã torturada com o que restava do sabor dos seus lábios e asaudade das suas maos macias. Devia dizer-lhe exactamente o que sentia? se lhe telefonasse e lhe dissesse que há meses que ele não saía da sua cabeça noite e dia? O que será que ele faria?
Biiiipppp... uma mensagem. E se fosse ele, o que ele lhe diria?

 

 

História escrita para IFI ... e agora passo a bola ao Bagaço Amarelo, não sei muito bem como, pprque ele não vai ler isto, por isso caro desconhecido...amanha-te, publica este texto no teu blog, whatever... aqui fica a minha parte! Gostava que quem seguisse a história se pusesse na pele do João, se ele telefonasse, o que lhe diria?? ... só uma ideia!

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publicado às 02:15

Can´t live with

por Closet, em 07.07.09

Can't live without... é o que me ocorre ao pensar na minha infinita imaginação...

Na verdade acho que tenho uma capacidade estranha de atrair situações ... insólitas.... como se não bastasse as que eu arranjo de livre iniciativa, ainda me vêem parar outras ao colo assim caídinhas do céu...

A Fábrica de Histórias está de férias...e nada mais a propósito que um pedido de um desconhecido para escrever uma história... poderia facilmente dizer...estranho... se não fosse comigo, claro! Bom, na verdade, é uma história a várias mãos, aliás um tipo de projecto em que também estou a participar na Fábrica de Histórias... Mas desta vez não há lugar para inscrições voluntárias...eheh..porque o desconhecido já decidiu quem são os autores, mai-nada! Da minha parte, dou-me por feliz, ou não fossem 3 deles Blogs que conheço e gosto! Não que tenha muitas esperanças que a minha história vá ser continuada pelo Bagaço Amarelo... até gostava porque adoro os textos dele...logo se vê! Depois a Mafalda com as Gaijas e a 'Na...

Tá feito! Vou escrever ... editor fajuto! But not today...sorry.

Cheguei tarde e ainda fiz um desviozinho a um hospital particular...daqueles maravilhosos que até abrem champanhe e estendem passadeira quando entra um doente (é de facto a sensação mais parecida a desfilar em Cannes!!)...na verdade são raras as vezes que tenho uma urgência, nada de especial que um antibiótico não resolva...e neste caso um de 2 tomas que, muito provavelmente, me vai dar cabo do estômago e deixar-me agarrada á sanita a noite toda, mas pronto, I got it!...  ía eu a sair do parque de estacionamento e... fechado...oh God...why me?? é que já vivi este filme...mas num hospital??? Andei à procura do segurança, algures nas catacumbas do hospital e, lá o encontrei muito calmo a ouvir rádio... olhou para mim perplexo "sim? quer alguma coisa?"... que tal "sim, quero sair... não estou a pensar passar aqui a noite consigo, hoje não, se não se importa tenho outros planos"...afinal tinha de escrever qualquer coisita aqui no blog, um pouco de chat no facebook...coisas simples deste género...

Bom, lá saí do hospital sanguesuga em busca de uma farmácia... e, depois de aprovar os convites de aniversário do meu filho do Pokoiô... ou algo semelhante...não percebi bem...cá estou! exausta confesso!

Anyway, amanhã sairá uma história, I hope, sobre o brilhante e elucidativo tema "E se..." , confesso que no comboio já vinha a teclar na minha cabeça a história, na verdade é algo que me agrada bastante, alienar-me deste mundo, fantasiar um pouco, why not? Let it shine!

Afinal, e se o mundo explodir amanhã??...podia fazer tanta coisa hoje se...

 Good night :)

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publicado às 00:54

O que se ganha...

por Closet, em 01.07.09

Um pedido especial fez-me continuar esta história...aqui vai o que me vem à cabeça hoje..

 

Biiiip..Biiiip... Sara acordou atordoada e agarrou o telefone que assinalava um mensagem. Por momentos achava que estava em Munique, com o Rui, e foi com desalento que reconheceu a solidão da sua cama. Já eram 11 horas, e a mensagem não era do Rui, era de um número que desconhecia. Abriu e leu "Bom dia :) deves ter perdido o papel! Sugiro o Meco. Está bom às 12h20?". Sara não conseguiu deixar de sorrir, o Ricardo tinha um romantismo natural, abrupto, meio louco. Ainda hesitou um pouco, vasculhou se existiam chamadas não atendidas, talvez o Rui viesse mais cedo...nada. Era doloroso aceitar que ele não gostava dela, que nem se lembrava dela e naquele momento poderia estar a partilhar a sua confortável cama de hotel com outra mulher qualquer que conheceu num bar. Sacudiu a cabeça afastando estes pensamentos que a atormentavam e dedilhou furiosamente no telemóvel "Perfeito! Espero-te ás 12h30".

Às 12h20 já estava a campaínha a tocar. Sara ainda apareceu com a escova dos dentes na boca e balbiciou qualquer coisa como "ainda falam 10 minutos..." mas Ricardo foi empurrando-a para a casa-de-banho dizendo "sim, sim...queria ter a certeza que tinhas os dentinhos bem lavados antes de te beijar" e beijou-lhe o pescoço abraçando-a por trás e enrolando os seus braços á volta da sua cintura. Sara deitou fora a água que tinha na boca e olhou perplexa pelo espelho. Aquela imagem de Ricardo agarrado a ela, parecia um déjà vu, tinha a estranha sensação de não o estranhar... ali estava ele como se frequentasse a sua casa todos os dias... Riu e deu-lhe um beijo na cara ouvindo um "Só??? oh páaa".

No caminho foram ouvindo as musicas preferidas de Ricardo, enquanto ele lhe ía contando as suas aventuras em miúdo quando andava nos escuteiros. Era sem dúvida uma pessoa cheia de vida e acima de tudo descomplicada. Sara invejou toda a felicidade que ele emanava enquanto se deliciava com o seu sorriso rasgado sempre que a olhava.

Almoçaram na esplanada da praia umas ameijoas e uma sapateira e depois esgeiraram-e para a areia desfrutando da tarde quente de Verão. Passearam pelo areal enquanto falavam da sua adolescência e Sara ía apanhando pedras, adorava coleccionar aquelas que pareciam mais estranhas. Ricardo inventou logo uma história com elas, havia o rei,a rainha, o cão, o gato... a sua imaginação provocava em Sara consecutivas gargalhadas. A tarde passou a correr. E já eram 19h quando arriscaram um banho na água gelada do Meco. Sara já ía a voltar para trás quando Ricardo se atirou para cima dela todo molhado e a tombou para dentro de água. "Oh páaa, parvo" gritou ela a rir enregelada, tentando acertar-lhe com a mão. "Tinha frio, estavas tão quentinha" troçava ele a rir também enquanto agarrava e a prendia com os seus braços. Por uns momentos ficaram colados,  e os olhos prenderam-se um no outo, ficaram assim por segundos, perdidos, ausentes, enquanto o sol ía baixando no horizonte.

Já eram 20h30 quando foram petiscar qualquer coisa ao restaurante da praia. 

- "Comemos algo rápido" - disse-lhe Ricardo - "depois podemos ir ver o anoitecer numa praia ali ao fundo que conheço".

Comeram um hamburger e seguiram para a praia de carro. Ricardo tirara uma mochila maior do porta-bagagens para levar.

- "O que é isso? - perguntou-lhe Sara curiosa

- "Kit de sobrvivência, sou um homem prevenido" - riu-se piscando-lhe o olho e empurrando-a para fora do caminho.

- "Oh pá..." refilou amuada.

Chegaram à praia que já estava com a maré cheia, apenas uns rochedos permitiam a passagem para o lado onde ainda existia areal. Ricardo avançou em direcção aos rochedos e Sara gritou-lhe

- "Onde vais? E se depois não der para voltar?"

- "E se, e se?? Anda lá... se não der dormimos naquele rochedo ali ao fundo que tem uma boca enorme...aiii que medoooo" gracejou.

Sara ficava atordoada com o a lata dele, agora ía passar a noite ali numa rocha, e quanto mais ridículo lhe parecia, mais graça lhe achava...e nem se tinha lembrado do Rui o dia todo.

Chegaram ao areal e o Ricardo disse "aqui está bom". "Bom? Bom para quê? Este gajo é louco" pensava Sara com um sorriso a escapar-lhe nos lábios. Ricardo tira da mochila um cobertor, depois outro. E por fim uma lanterna e duas latas de cerveja. Sara fica a olhar para ele perplexa.

- "Era esse o teu kit de sobrevivência??" - ri-se à descarada - "e se aparecer um morcego atiro-lhe com a lanterna ou com a lata?" - continuava já sem parar de rir.

Ricardo olha-a sério, demasiado sério, a ponto de Sara parar de rir e achar que o tinha ofendido

- "Se for um morcego, eu escondo-me debaixo deste cobertor, e ntu do outro, por isso trouxe dois" e desata-se a rir também.

Deitaram-se em cima de um cobertor virados para o céu comtemplando as estrelas. Ricardo era amante de astronomia e explicava-lhe entusiamado todas as estrelas onde ele já tinha estado

- "Aquela é a Estrela Faire Rien, a minha preferida, a malta lá não trabalha, canta e dança o dia todo..." e continuava com os seus disparates. Sara ria-se e aos pouco entrou no jogo inventando também histórias para as estrelas do céu. 

Arrefeceu e Ricardo puxou o outro cobertor para os tapar. Enquanto a aconchegava debruçou-se sobre ela e mais uma vez os olhos prenderam-se um no outro, mgnéticamente, mas desta vez não lutaram por libertá-los. Saborearam demoradamente os lábios um do outro,mordicaram-os,  delizaram pelo o sal dos seus corpos e bem depois fundiram-se num só como por magia. Adormeceram exaustos, abraçados, sem saber ao certo onde era o início de um e o fim do outro.

 

 

  

 

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publicado às 22:39


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