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Feios, porcos e maus

por Closet, em 30.06.09

Costuma-se dizer que as mulheres gostam dos homens feios, porcos e maus. E é uma realidade que existe uma minoria com esta tendência masoquista...bom, não sei se masoquista é a palavra, mas que há algo estranho nisto, há…

Esta é a raça que pensa ter todas as mulheres a seus pés, que são tão espertos que dão sempre a volta à tolinha, e são tão bons que não precisam de ninguém. São uns solitários convencidos que são felizes assim e que a sua vidinha vai continuar naquele festival até aos 80 anos…mas na realidade são inseguros, cheios de joguinhos, maquiavélicos, têm pavor de perder e de enfrentar o touro pela frente…pronto!
Quem já não cometeu a estupidez de se apaixonar por um homem feio, ou porco ou mau?? Então as três juntas uiuiiii brrrr…
Na verdade acho que nunca consegui reunir estas 3 qualidades num único espécimen, mas o mais perto que estive foi, nos meus 16 anos, quando decidi apaixonar-me por uma pessoa que também pertence à estirpe “decadente”…
na verdade não era feio, muito pelo contrário, não era propriamente porco (se bem que era fã de campismo selvagem!) e, não posso dizer que fosse mau… apenas…decadente. Na verdade ele drogava-se e estava permanentemente alcoolizado…e guess what? Eu era apaixonada por ele!! Na verdade, a última vez que soube dele estava numa Clínica de recuperação e… acho mesmo que já não se encontra neste mundo…
Anyway, ainda hoje me interrogo sobre o que me fez gostar de uma pessoa assim...Hoje consigo encontrar nele quase todos os adjectivos que me desagradam… egoísmo, burrice, cobardia e fraqueza. Mas nos meus beautiful 16 anos, ouvi-lo cantar músicas do Jim Morrison com os seus olhos enormes cor de mel toldava qualquer mediocridade… A cegueira ainda durou um ano comigo quase a mudar a minha vida toda por ele…e o previsível desfecho foi talvez a maior decepção da minha vida… mas, mesmo assim, não posso deixar de admitir que o que mais me atraia nele era a forma como vivia o presente ao achar que amanhã já cá não estaria (e lá isso acertou, na sua curta incursão por esta encarnação…). Quem vive assim é autêntico e transparente, doa a quem doer, diz o que pensa quando lhe apetece, não tem orgulhos e aproveita cada segundo de prazer e beleza, no matter what… não é possível viver sempre assim muito tempo, não é sequer compatível com a idade adulta… e talvez foi este o abismo maior que nos separou… eu cresci… ele não.
Mas isto tudo para dizer que “feios, porcos e maus” basicamente quer designar todos os homens que não interessam, pfff…kaput…que devem ser riscados do nosso mapa…
Thank God conheço muito poucos…talvez só um ou dois, ..mas agora por este nome lembro-me de dois amigos meus que andam neste momento por terras de Barcelona a assistir ao concerto dos U2…eles são feios porque devem estar barbudos (o new look que agora têm a mania…), são porcos…bem, acho que hoje pernoitam num banco do aeroporto (bem feita:P) e são maus porque não nos levaram com eles (:P:P:P isto é para eles)!
Ehehe, claro que estou a brincar!!  
Anyway, continuo a preferir este tipo de homens românticos,sorry a repetição ;)
 

 

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publicado às 22:42

Fábrica de Histórias

por Closet, em 28.06.09

 

Nas nossas mãos mudar

 

Arrastava os pés pelo caminho que conhecia de cor. Vasculhava um bolso vazio, depois o outro,  perdera as chaves, mais uma vez. Ou deixara-as no bar. Não se lembrava. Tinha ído lá só para beber um copo. Era sempre só um. E ía ficando. E ía bebendo, primeiro um, depois outro, e outro a seguir. A empregada sorria-lhe, lembrava-se. Só não se lembrava nunca como acabava num quarto lá do fundo. Deixava-lhe sempre uma nota na cabeceira. Tal como deixava à sua mulher para pagar uma conta qualquer. Qualquer era a mentira que inventava quando chegava, já não se lembrava o que tinha dito antes, arriscava. A mulher fingia que acreditava, abria-lhe a porta, uma vez, outra e mais outra. Não conseguia ver-lhe os olhos carregados de lágrimas, inchados, sofridos. Beijava-lhe a testa esperando que ela não sentisse o odor de whisky e deitava-se pesado na cama ainda vestido, envergonhado, arrependido. Está  nas suas mãos mudar o caminho.

 

Olhava-se ao espelho e não se reconhecia. A mãe encantada sorria. Acenava, dizia que estava linda. Ela olhava e sentia-se vazia. Percorria a lista de convidados e quando via um nome tremia. Lembrava-se da tarde em que o conhecera, e que nunca mais o esquecera. Os olhares fixaram-se e o corpo estremeceu. Algo nele a prendeu. Prendeu também o seu juízo. Um beijo inesperado atirou-a para o precipício, o desejo descontrolado marcou o início. Marcado estava tudo há muito tempo. A casa comprada, planos para o futuro, bebés e uma carreira brilhante. Brilhante era o seu vestido bordado a pérolas de água, opaco era o seu olhar perdido. Nada disto fazia sentido. Amava outro, que não ía ser seu marido. Está nas suas mãos mudar o destino.

 

Beijou a testa da sua filha desejando-lhe boa noite. Como sempre fazia. Ladeava a cama pelo outro lado e beijava a mais pequena que já dormia. Mais uma noite sozinha. Há muito que se habituou às constantes ausências do marido, trabalho, viagens, ou outra mentira qualquer. Há muito que se deixou de importar se era trabalho ou outra mulher. O seu coração foi arrebatado por outro homem, que se atravessou no seu caminho. Um homem diferente e meigo que a conquistou. Ela sorriu-lhe e negou o óbvio, que se apaixonou. Passa o tempo, como uma brisa do vento. E todas as noites ela entrega-se a ele na solidão da sua cama, fantasiando o impossível. Ele já mal se lembra dela, quase não se falam, e ela vive com ele um sonho incrível. Nesta anestesia insana ela alimenta os seus dias de monotonia. Vai sofrendo, vai sorrindo, vai fingindo, está nas suas mãos mudar a sua vida.

 

Tinha-lhe dito que não queria. Eram muito novos, ainda era cedo. Disse-lhe com agonia. Ela olhou-o aterrorizada, as lágrimas escorriam pela face fria. Ela acenou-lhe que sim e abandonou cabisbaixa o carro, caminhando devagar até à porta, parecia morta. Ele acompanhava os seus passos angustiado, arrependido, irado. Deixou de a ver, e de repente teve medo de a perder. Um bebé inesperado. Um filho mudaria a vida, uma vida no meio dos dois. E depois? Ligou o carro enquanto revolvia um turbilhão de sentimentos, emoções. Carregou no acelerador com uma fúria incontida. Aquela mulher era a sua vida e ele tinha-a desiludido. Cobarde, irreflectido. Guiou a noite toda com a raiva de um furacão, até que parou, está nas suas mãos mudar a direcção.

 

Texto escrito para a Fábrica de Histórias

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publicado às 22:51

Desafio... sem nome, I guess!

por Closet, em 28.06.09

Mais um desafio passado pela minha querida  Mafalda, daqueles que serve essencialmente para dar a conhecer um pouquinho mais de nós. Um dia ainda ponho aqui uma foto minha de curly hair para vos assustar, buuuuuu ;) eheheh

 

Parte 1

 

O que te choca: a violência, a hipocrisia.

O que te arrepia: beijarem-me no pescoço
O que te excita: beijarem-me no pescoço
O que te solta: beijarem-me no pescoço..ok,ok... pode ser caipirokas, margaritas,..??

O que te faz rir: isso agora... é meio passo para me conquistar ;) disparates, trocarem-me as voltas.. I guess  
O que te faz chorar:  a doença, o sofrimento, a morte.

O que te causa náuseas: cheiro de gasolina pfffff...lol

O que te falta para seres feliz: neste preciso momento, a saúde estabilizada do meu pai.

O que te traz infelicidade: a saúde instável do meu pai...

O que te magoa: voltarem-me as costas

O que desejas: descobrir e lutar por aquilo que quero

O que receias: fraquejar, ter medo, empedrecer

O que não queres perder: a minha capacidade de sorrir

O que queres alcançar: nunca pensei nisso... será que devia??

Uma data que abominas: nenhuma em particular

Uma festividade que adoras: os aniversários dos meus filhos, 15 Julho e 10 de Outubro.

Uma qualidade que aprecie nas pessoas: a generosidade e a humildade.

Uma característica que abomine nas pessoas: a cobardia e o egoísmo.

Uma mentira que tenha dito: disse "nãoooo"...só para não assustar!
Uma nostalgia: um puf, uma cerveja, o mar,  ping-pong, whatever

 

Parte 2

 

Vida: um planeta por desbravar.

Amor: um país conquistado pela paixão.
Casamento: um caminho que nem sempre se percorre a direito, com muitos buracos, muitas pedras, vários atalhos e saídas.

Família: um porto de abrigo.
Dinheiro: sempre um meio, nunca um fim.

Homem: o meu Papi, claro!

Mulher: a minha Best Friend

Desejo: não ter rotinas

Sucesso: aprender a jogar nitendo!! só para impressionar os meus filhos!
Profissão: escrever...

Saúde: sinusite é a minha guerra...de resto, sou de ferro!

Internet: tornei-me... virtual, confesso!

Presente: instável...

Passado: saudade e nostalgia...
Futuro: imprevisível...

Politica: detesto, não percebo pevides e voto sempre no que o meu pai votar (o que até é bastante previsível, so what?)

Brasil: a minha viagem de finalistas, Nordeste e Rio....adorei...

Sexo: sempre que apetece, sem pressas nem exigências :P

Arte: pintura

Opinião sobre o desafio em questão: cansativo...ninguém vai ler isto até ao fim...what else?

Ufa... já está!!

E é para passar este desafio às minhas amigas 'Na, miuda, Margot, UmdiadepoisdoOutro

Estejam à vontade para o fazer, ou não, escolham apenas o que vos apetecer, take it slowly ;)

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publicado às 20:48

Sonho

por Closet, em 26.06.09

 

Hoje sonhei contigo
E acordei com a estranha sensação
De um aconchego antigo,
Terno,
Inebriante.
Da tua forma de olhar
Intensa,
Penetrante.
De te ver sorrir
De te tocar, de te sentir
Foi um sonho
Incontrolado
Fugaz, ousado
Uma saudade de ti.

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publicado às 16:10

sex and the city

por Closet, em 24.06.09

 

Ontem tive um programinha after work com 3 amigas. Sem maridos, namorados ou filhos, o que é certo é que nós, as mulheres, adoramos sair juntas pela unica e simples razão de... estar juntas! Mai-nada!

Estava um final de tarde fantástico junto ao rio, com vedetas portuguesas next to us, musica e morangoskas deliciosas.

E quando 4 amigas se juntam...blá blá blá... desde o verniz laranja novo da PP, ao top deslumbrante da Gi, às compras estonteantes da M.,...confesso que me senti a verdadeira da gata borralheira sem um unico trapinho novo...shame on me!

A moda é sempre um tema que se atravessa nas nossas bocas (e olhos) sem pedir autorização (na verdade desfilaram por lá verdadeiros Must Have da estação, os Jumpsuit, combinados com um gancho com uma florzinha no cabelo e saltos altíssimos! ).

Bom, falámos outras coisas, óbvio!...ahhh se falámos, mas, naturalmente, nem com uma arma apontada à cabeça confesso :) so what??

Conheço estas minhas amigas há quase 8 anos, quando os nossos primeiros filhos nasceram uns a seguir aos outros. Nunca mais nos largámos, fins de semana, festas e jantaradas com a criançada ...parece que foi ontem e, no entanto, é tudo tão diferente... tão mais estupidamente complicado ...

Hoje ao fim do dia fomos andar de bicicleta com os miúdos no passeio marítimo. Enquanto olhava para eles a pedalarem e as rodas a girarem ía pensando se a nossa vida não seria também como uma roda gigante...às vezes mais cheia, outras mais vazia, às vezes com furos, temos de mudar o pneu...ficamos de cabeça para baixo, esborrachados, paramos, voltamos a andar...

Tento ver sempre o lado positivo, arranjo sempre um sorriso para estampar na cara (e este ano nem tem sido nada fácil a vários níveis....), e encontro piadas para me rir das minhas próprias desgraças...sei lá... Na verdade sinto-me como se caminhasse dentro de uma bolha gigante,que me torna imune ao mundo à minha volta, flutuando distraidamente...um dia...depois outro...depois outro...sem pressas...vou repetindo. A felicidade consegue-se nos pequenos nadas do dia a dia. Sem grandes planos ou exigências.

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publicado às 23:35

After Tonigh

por Closet, em 22.06.09

 

 

Há quem procure nas estrelas as respostas mais sábias...

Há quem confie no destino, como um peregrino

Há quem erre e continue a arriscar

Há quem não queira amar

Há quem tenha medo de sofrer, e fuja sem correr

Há quem aspire a vida toda por um momento de paixão

Há quem se feche numa prisão

Há quem negue a razão e finja não saber

Há quem procure até ao fim do mundo

Há quem não quer perceber, que vive moribundo.

 

Uma amizade recente, estou fã desta música :) Thank you Stranger!!

After Tonight - Justin Nozuka

There's something in your eyes
Is everything alright?
You look up to the sky
You long for something more darling

Give me your right hand
I think I understand
Follow me and you will never have to wish again

I know that after tonight
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You don't have to look up at the stars
And I know that if the love is alright
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You won't have to look up at the stars
No, no, no, no, no, no, no, no

Tell me how you feel
And if I'm getting near
I'll tell you where to steer
You tell me where to steer
Darap-de-darling

Way above the clouds
And how above the stars
Through the unknown black holes
No one knows where we are
But we'll return to earth and do it all over again

'Cause I know that after tonight
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You don't have to look up at the stars
And I know that if the love is alright
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You won't have to look up at the stars

Come away with me
Who died away with me
Just for one night no one will ever know
No, no, no
Darling
I will leave you satisfied
Forever past time
You don't have to hide
You're free to fly

I know that after tonight
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You don't have to look up at the stars
And I know that if the love is alright
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You don't have to look up at the stars

Said I
I know that after tonight
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You don't have to look up at the stars
And I know if the love is alright
You don't have to look up at the stars
No, no, no, no
I know by the end of tonight
You'll be looking down upon them
From heaven
Yeah, yeah
Oh no, no
Oh na, na, na, na, na, na
Yeah, yeah, yeah
Oh na, na, na, oh
 

 

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publicado às 23:40

Fábrica de Histórias

por Closet, em 21.06.09

My hard Life 

 

"Estas são as palavras que eu nunca te escrevi.

Não por falta de tempo ou vontade. Não porque me faltasse a coragem, por orgulho ou por falta de oportunidade.

Simplesmente porque nunca as pensei ou senti.

A vida tem destas coisas, disseste-me um dia, que ironia... e pensar demais faz mal, às vezes mata. Sacudo a cabeça com agonia.

Cheguei à conclusão que tenho vivido um sonho mirabolante, bucólico, ensurdecedor. O reverso do amor.

Um quadro que pintei de ti, brilhante, apaixonante...contemplo-o devagar para me embalar. Mas é um quadro, o meu quadro, de ti. Nele há um sol a descer no horizonte em direcção ao mar, a areia que acaricia os pés, e a intencidade do teu olhar. Tem tudo, este quadro abstracto, para me conquistar... e eu pinto-o diariamente, sofrendo de uma cegueira antiga, maligna. O quadro tem um copo de imperial vazio, vazio como tu, desprendido, opaco, mudo, perdido. Anseio por uma amnésia longa, capaz de te apagar de mim, porque me sinto louca, sem rumo, ruim.

Na minha boca ficou uma réstia de ti, uns morangos que se tornaram lima. Esbanjo-me, em jeito de despedida, nos momentos imaginários em que andei perdida, momentos contigo... é por eles que sorrio sempre que te vejo e desfilo, como num cortejo. Porque me perdes cada dia mais um pouco. És um louco. E cada dia passa, e passa o tempo em que estive presa a ti, a esta paixão que me invadiu de repente, como um feitiço de um vidente.

Não consegui evitar. Mas também tenho muito amor para dar. E já não te quero para amante, quero-te distante, longe do meu olhar. Quero adormecer e depois acordar. Este é o limite possível de aproximação, não quero sentir, não quero ler, não quero falar nem pensar. Esse jogo perigoso e cruel que praticas comigo, num duelo sangrendo e duro... és meu inimigo, eu desisto de ti, quero parar.

Quero ser livre, apaixonar-me de novo, por alguém verdadeiro, autêntico, que queira arriscar. Alguém que me estremeça com os olhos, me embriague com um beijo quente e me sufoque com um abraço envolvente. Que não me atormente. Que me ame dia a dia e não me veja como um passatempo.

Conseguiste o teu feito heroico, a batalha tribal. Fazes-me mal. Eu não sou um terreno para conquistar. A conquista é inutil e fria. Eu não sou vazia. Choro, rio, grito. Não fiques aflito. Já abri os braços e deixo-te ir. Já não me consegues seduzir.

Hoje quero encontrar o caminho. Aquele que se percorre sozinho e não tem fim. O da minha felicidade. Qualquer que ele seja, sei que já não depende de ti, mas de mim.

E estas são as palavras, as últimas, que eu nunca te escrevi".

 

 Texto escrito para a Fábrica de Histórias.

 

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publicado às 22:41

Desafio - 33 questions brrr

por Closet, em 20.06.09

A minha amiga Mafalda mandou-me uns mimos, eu escolhi este que é a minha resposta para ela "J'adore tien Blog" aussi Mafalda :)

 

E mandou-me este desafio que não é mais que uma enchorrada de perguntas. Credo...brrrrr....Ok, ok, aqui vai!

 

1) Nome?

Que é que isso interessa ?? Shiffer pode ser??!!

 

2) Porque lhe deram esse nome?

Era para me chamar Mónica...mas havia a prisão das Mónicas e a minha vóvó não deixou...a minha mana escolheu o belo nome que tenho..acrescido de Maria...

 

3) Você faz pedidos às estrelas?

Ás estrelas, á lua, ao sol...qualquer astro que me ilumine serve :))

 

4) Quando foi a última vez que você chorou?

Ontem à note, mais foi a rir...

 

5) Gosta da sua letra?

Era bonita, era...agora está uma miséria... não tenho paciência para escrever à mão.

 

6) Gosta de pão com quê?

Com quase tudo, acho... mas não ligo muito a pão.

 

7) Quantos filhos você tem?

Dois.

 

8) Se você fosse outra pessoa, seria seu amigo?

Diria mesmo...melhor amiga!!

 

9) Saltaria de Bungee-jumping?

Simmmm.

 

10) Desamarra os sapatos antes de tirá-los?

só se não sairem de outra forma:P NUNCA, fica para quando tiver de os calçar outra vez!! aiii a preguiça!

 

11) Acreditas que és uma pessoa forte?

Quando tenho de ser - SOU.

 

12) Gelado favorito?

Gelado chocolate negro da Carte D'or.

 

13) Vermelho ou preto?

Vermelho! 

 

14) O que menos gostas em ti?

sardas, coxas, sardas...ok ganharam as sardas!

 

15) O que mais gostas em ti?

sei lá...as mãos...dizem que são bonitas whatever

 

16) De quem você sente saudades?

De uma pessoa amiga a quem eu dizia e escrevia um monte de disparates diários.

 

17) Descreva que roupa e calçado está a usar agora:

calções curtos, top de alças e havaianas... está um calorrrr

 

18) Qual foi a última coisa que comeu hoje?

Cerejas.

 

19) O que você está escutando agora?

Justin Nozuka... After tonight... linda!

 

20) A última pessoa com quem falou ao telefone?

O meu pai, claro! Always, again and again!

 

21) Bebida favorita?

Bohémia e frozen stranwberry margarita :))

 

22) Comida?

Lá tem de ser senão a malta morre ... adoro sushi.

 

23) Último filme que viu no cinema e com quem?

Anjos e Demónios com o N.

 

24) Dia favorito do ano?

Qualquer dia de férias é fantástico :)... os aniversários dos meus filhos 10 Out e 15 Jul em pé de igualdade!

 

25) Inverno ou Verão?

VERÃO.

 

26) Beijos ou abraços?

Casava os dois :)

 

27) Sobremesa favorita?

Tiramisu

 

28) Que livro está a ler?

Revista Flash serve??... não me apetece ler nos próximos tempos...estou de luto literário :P

 

29) O que tem na parede do seu quarto?

Uma foto dos meus filhos.

 

30) Filmes favoritos?

Sei lá.. antes era viciada em cinema e não perdia um!

Para rir.. "Fifty first dates"... lembrei-me deste sabe-se la porquê... talvez porque gostava também às vezes de sofrer de amnésia... whatever

 

31) Onde foi o lugar mais longe que você foi?

Na realidade, Rio Janeiro, na imaginação...ah como eu viajo!! Bora Bora e em boa companhia :P (se me quisesse acompanhar, claro!)

 

32) Uma música?

"After Tonigh", Justin Nozuka... uma amizade recente :)

 

33) Uma frase?

Pode ser esta abaixo??!! ehehe

 

 Minhas caras 'Na, miuda, Um dia depois do Outro, Margot, e todas as do meu perfil que ainda não tenham respondido, sintam-se presenteadas com o selo em cima e respondam às perguntas se vos apetecer!!

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publicado às 22:43

Utopia

por Closet, em 17.06.09

Na semana passada estive de férias e consegui um feito que já não fazia há....4 ou 5 anitos, vá.
Não, não foi ficar super esturricada de tal forma que a pele já quer estalar...isso consigo, pelo menos, 10 vezes em cada Verão :)
Consegui ler um livro de 300 páginas em 7 dias. Na verdade devia parecer uma daquelas seitas que anda de porta em porta com o livro debaixo do braço...e o título até alude a uma Ilha... olhavam para mim de esguelha e pensavam...freak freak freak...who cares!
Não é propriamente o género de livro que eu voluntariamente atacaria numa livraria para levar para férias, posso mesmo dizer que não conheço vivalma que conseguisse ler este livro até ao fim...bom, talvez uma ou outra pessoa, contando com o prescritor do livro.... Mais, até confesso que lê-lo chegou a ser incomodativo, irritante,...e em algumas alturas até me apeteceu desistir e, ao meu estilo impulsivo,  atirar com o livro contra a parede...Mas tinha enfiado na cabeça que o lia...por isso ía sacudindo a cabeça de vez em quando como que para fazer reset...e, voilá, consegui.
O livro debruça-se sobre a utopia do amor e a pergunta central que comanda
a história é "como fazemos para amar?".
Isto porque o  personagem principal ama a sua mulher loucamente, mas sente que a ama mal, ou que devia e podia amar melhor. A solução passa por romper com a sociedade preconceituosa. rotineira e asfixiante onde vivem e rumar a uma ilha algures no Pacífico Sul, maioritáriamente habitada por canhotos, onde o lema é viver para amar.
Parece um livro romântico, até... mas na verdade é mais que isso, é uma ficcção filosófica
repleta de simbolismos...acho... nem sempre fácéis de enfrentar, pensar e digerir...

* Ele ama-a e por isso transforma-se para a conquistar, arrebata-a, de forma calculista e egoísta, de um casamento com filhos.
* Ele abandona o seu conforto aristocrata e leva-a para uma ilha que não se encontra nos mapas geográficos, que pode nem existir, para aprender a amá-la melhor, como ela merece.

* Ele constroi uma casa com as suas mãos à medida da sua mulher, que satisfaça os seus desejos mais profundos.
* Ele aceita o adultério dela quando, na impossibilidade de falarem, afastam-se num abismo de silêncio e incompreensão, e aprendem o valor da comunicação.
* Eles resignam-se a 40 dias de abstinência sexual e encontram nela uma nova "conversa" erótica capaz de intensificar o desejo e a imaginação.
* Ele é infiel e assim descobre a sua libertação, a sua verdadeira natureza e os seus prazeres  mais obscuros, que afinal revelam também satisfazer a sua mulher.

* Enfim, ambos traem para assim se poderem melhor conhecer e amar.
E muito mais haveria a dizer sobre aquela ilha onde os casais cultivam a arte do bom sexo e constroem diariamente o seu romance através de gestos de amor como a troca de cartas apaixonadas, em que o adultério é visto como forma de realizar as paixões naturais dos homens/mulheres e dele é retirado benefícios para a vida do casal, onde os homens adivinham os desejos mais secretos das mulheres, onde ambos podem agir sem necessidade de se explicar ou confessar, onde ninguém tem direito a julgar ninguém....
 

Esta ilha não existe... I gess.... e tenho consciência da sua plena utopia, seria provavelmente muito complicado viver em semelhante estado de libertinagem, conviver diariamente com sentimentos ambíguos e perturbadores de ciúme e de paixão arrebatadora.

Existindo ou não, na realidade vivemos por vezes verdadeiras utopias, que não compreendemos como lá chegámos e ainda menos como de lá vamos sair.
 

Conheço pouco do género literário utópico, ouvi falar por alto de Fourrier... mas agora que já passei alguns dias do "luto do livro" consigo olhá-lo como um todo e reter dele as partes, para mim, mais belas e poéticas.
 

Enfim, as coisas não são mais do que o queremos ver delas.

 

Ahhh... o livro chama-se "A Ilha da Mão Esquerda" de Alexandre Jardin, edições Quasi.

 

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publicado às 22:29

Insónia

por Closet, em 16.06.09

 
 
És como uma grande insónia.
Incómoda, pesistente, demente.
As palavras caem num vazio
como uma marionete sem fio,
Revoltas num imenso deserto
embrulhadas em desvario.
O silêncio dos olhares
perpetuam a nossa guerra
presos, gelados, ancorados em terra.
Às vezes consigo enfrenta-los,
persigo-os de uma ponta à outra
como uma louca
em ziguezagues perdidos
ou desentendidos.
Às vezes fraquejo,
como no primeiro beijo
e baixo o olhar para não te ver,
fingir é uma forma de ser
e a imaginação é um caminho
que se percorre sozinho.
Não sei quem és.
Procuro-te, tacteio no escuro
mas esvais-te como as marés.
És como uma grande insónia
Estou farta
deste sonhar acordada
que para mim é tudo e para ti é nada.
Do quente que se tornou frio
és ausência, empedrecida, imensa
e as palavras, belas, moribundas, caem no vazio.

 

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publicado às 23:20

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