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Super-heróis

por Closet, em 06.04.09

Agora que já recuperei do trauma do filme de ontem...decidi rir-me da minha desgraça e, ao meu estilo, partilha-lo aqui...

Na verdade eu não sabia bem para o que ía...  tenho visto tudo o que é filme de super-heróis, quando o único que gosto realmente é o Homem Aranha... mas este ultrapassou os limites razoáveis...para além do tempo limite..3 longas e tortuosas horas... oh God..

Posso adiantar que depois de sairmos da sala praguejei "TU NÃO ME TRAZES MAIS A VER FILMES DESTES"...e assim continuei o caminho até casa...

Não é que eu tenha mau feitio...mas sou de humores, e neste caso, mau humor...fichei chatiada, claro que fiquei...

O filme passava-se na guerra fria quando uns polícias mascaravam-se de super-herois para prenderem os bandidos...bom, até aí tudo bem.

Os personagens, esses sim, não podiam ser mais....interessantes.

Um homem com uma meia bolorenta na cabeça, um chapéu e uma voz rouca...viu-se-lhe a cara umas vezes e... by the way, a meia ficava-lhe melhor...

Um homem com ar lavadinho, parecia viver no tempo de Ramsés e tinha um palácio na Antártica onde tinha um tigre às riscas roxo e com chifres...

O meu preferido, um homem nu azul radioactivo, com olhos brancos, careca e com um círculo na testa. Como se tudo isto não bastasse, este homem viajava até Marte e lá ficava em sessão espírita a levitar. Sempre nu, claro, porque o senhor era bem favorecido...what else? Este homem, com os seus inegáveis atributos, namorava com a Miss Jupiter, que em tudo era igual à super-mulher mas com um fato de banho em latex laranja super hiper cavado...

A Jupiter por sua vez descobre que é filha do Comediante (o Javier Martinez numa espécie de Jocker com um pin do smile) e apaixona-se pelo Coruja (uma espécie de Batman com uma nave mais rudimentar). Este Coruja tem barriga e usa óculos...e, ao contrário do homem azul, não é viril...mesmo assim, na sua nave e vestido de super-heroi ele preconiza a uma cena tórrida onde, devo dizer, a parte mais interessante foi o grande plano das botas pretas em vinil da Jupiter, por cima do joelho e com um salto agulha fantástico...

A acção... basicamente, partem-se dedos, serram-se braços...envolvente...

e foi assim o meu serão de Domingo, das 21h às 00h00, sem jantar e a atafulhar-me nuns nacos hiper calóricos que comprei no intervalo...shame on me!

ps -vendo bem as coisas... as personagens não eram assim tão insólitas...também às vezes me apetece por uma meia na cabeça mesmo que bolorenta, fugir para Marte, e, sem dúvida ter as pernas da Miss Jupiter... so what?

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publicado às 22:43

Fábrica de Histórias

por Closet, em 06.04.09

 

Mar nosso

 

Acabo sempre por voltar a este lugar.
Enterro os pés na areia e ainda sinto o coração a palpitar dentro das veias. São segundos em que acredito que vou-te encontrar. Segundos desconexos, embriagados. Envoltos numa grande névoa de delírio. A loucura de te procurar.
Onde estás, não sei. Sei que não estás aqui. Mas eu volto. Enquanto os meus pés souberem o caminho. E o corpo dormente me arrastar.
Olho o mar revolto. As ondas de espuma a baterem iradas nas rochas. Assim fomos nós outrora. Dois seres rebeldes, ingénuos a vaguear. Foste tu? Ou fui eu? Que importa agora? Aconteceu. Depois perdemo-nos um do outro. Nunca nos soubemos encontrar.
Como as marés vivas de Setembro, o teu olhar invadiu o meu corpo, um estranho desejo torturou a minha mente. O impossível, o improvável. Apaixonei-me de repente. Pelo teu olhar profundo, as tuas palavras doces, o teu jeito meigo de tocar. Abriste o teu mundo para mim. Eu fui espreitando devagar. Depois fechaste-o outra vez, de repente, sem me avisar. Onde estás, não sei. Estás noutro lugar.
Hoje eu sou o mar revolto, e tu a rocha que eu tento em vão derrubar. Olho para ti, um misto de atracção e descontrolo. Quero-te e não te quero, para voltar a querer. Desejar-te é uma loucura que me seduz e incendeia, um rastilho invisível consumido sem se ver.
Sento-me na rocha onde tu esperaste por mim… naquele dia eu hesitei, nunca soubeste. Algo em mim quis recuar. Mas tu esperaste, mais do que uma vez. Esperaste. Curiosamente, eu fiz-te esperar… hoje sou eu que espero por ti, aqui, ou em qualquer lugar.
Sei que estás por aí. Que voltas. Ainda vai existir um beijo, um abraço, um olhar. O mar bate nas rochas, vai e volta. Assim é o desejo. Sei que entre nós existe um imenso oceano por desbravar.
Texto escrito para a Fábrica de Histórias. (um cadechinho tarde, eu sei...fui ao cinema ver um homem nu azul que viajava para Marte...só eu!..e ainda fui contemplada não com 2 horas de filme...mas 3...lucky me!)

 

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