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«Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, irremediavelmente afastados« Haruki Murakami
Hoje o dia não me começou bem, o meu secador decidiu abandonar-me ao desconsolo de uma juba de caracois... by the way, corri a comprar outro à hora de almoço... porque não, eu não gosto de ter o cabelo desgrenhado, mesmo que haja quem goste, who cares? Eu detesto. Ponto. E querer o cabelo esticado nao é ser fútil é ser... simples. Duas palavritas apenas, "cabelo esticado". Uma solução óbvia: secador. Uau...e ainda dizem que somos complicadas...
Anyway, este é o poema de hoje do meu poemário de Fernando Pessoa. Já que dizem que tenho muita imaginação, bem verdade, é fértil e é uma excelente tábua de salvação para enfrentar alguns problemas e continuar a sorrir. Refugio-me nela, sonho e vivo em "castelos no ar". Why not? Espero que gostem ;-)
Hoje até estava com vontade de escrever sobre uma coisa que coloquei aqui assim muito à frente, o sitemeter.
Na verdade tenho passado algum tempo a descortinar para que é que aquilo serve, os meus neurónios andam chamuscados e já passou uma semana e... ainda não percebi bem a utilidade da coisa...pior, nem sei mesmo como consegui por aqui isto nem mesmo como desactivar... por isso, deixa-la estar... mas uma coisa é certa, a partir de agora quando conhecer alguem já não quero saber de nome ou BI, vou directo ao que me interessa "olá, qual é o seu endereço de IP?"
É que aquilo diz-me quais o IPs que me visitam, coisa mais gira, o problema é que ninguém deve fazer um boi de ideia qual o seu IP, eu nem sabia que esta coisa existia... whatever... mas agora que tenho a ferramenta aqui acho que todos os que aqui passam deviam-se apresentar com o endereço de IP... "daqui fala o IP 89.132.406, muito prazer"... parece-me bem...mas pronto, sou só eu a ter estas ideias lunáticas...
By the way, acho que prefiro o planeta a girar com os países a passar, tem cor, é dinâmico e até já consegui colocar cá um austríaco só com umas palavritas de alemão =D
Dálias Rosa Pôr-do-sol
Então Mafalda, fica aqui a tradução do poema de Goethe que postei em alemão, sorry, mas era para contemplar esta língua neste Bog internacional!!
"Feliz só será...
Feliz só erá
A alma que amar.
Estar alegre e triste,
Perder-se a pensar
Desejar e recear
Suspensa em penar
Saltar de prazer,
De aflição morrer -
Feliz só será
A alma que amar."
J.W.Goethe
E deixo uma música liiinda... prestem atenção à letra...porque "love is a mistery" e "mr. curious well I need some inspiration" Giiiro! Anyway, há malta que dá cabo de nós à séria, devia ser embalada e deportada para a Sibéria (olhem, rimou!), como a minha querida miúda diz ;-) mas...nãaaaa, deixa-los andar por cá para nos inspirarem!!
Just to say… adorei o concerto!
Beautiful Mess
You got the best of both worlds; you’re the kind of girl
Who can take down a man and lift him back up again
You are strong but you’re needy. Humble but you’re greedy
Based on your body language and shoddy cursive I’ve been reading
Your style is quite selective but your mind is rather reckless
Well I guess it just suggests that this is just what happiness is
Hey what a beautiful mess this is
It’s like picking up trash in dresses
It kind of hurts when the kind of words you write
Kind of turn themselves into knives
Don’t mind my nerve you can call it fiction
I like being submerged in your contradictions, dear
Cause here we are, here we are
Although you’re biased I love your advice
Your comebacks they’re quick and probably have to do with your insecurities
There’s no shame in being crazy depending how you take these words
I’m paraphrasing this relationship we’re staging
Its a beautiful mess yes it is
It’s like we’re picking up trash in dresses
It kind of hurts when the kind of words you say
Kind of turn themselves into blades
Kind and courteous is a life I’ve heard
But it’s nice to say that we played in the dirt
Cause here we are, here we are
Here we are, here we are, we’re still here…
Teatro...todos fazemos diariamente, uns mais, outros menos... eu então, passando 8 horas por dia no meio de loucos (hoje por momentos numa reunião achei mesmo que tinha entrado na 5ª dimensão e estava no meio de alliens)...não tenho como evitar, cara alegre, I agree, I agree...adiante.
A tara do teatro vem desde miúda e aos 12 anos insistia com o meu pai que queria ir para um grupo de teatro chamado Os Lobitos (sim, eu sei que tem nome de escuteiros, mas era teatro...acho). O meu pai achou muito boa ideia eu ocupar o meu tempo livre...mas claro, com algo mais útil...e foi assim que eu iniciei o alemão e passei as minhas férias de Natal em aulas intensivas no Oxford para recuperar a matéria desde Outubro... e lá estudei esta língua durante 5 anos, by the way ainda não tive nenhuma visita da Alemanha, shame on me...deixem-me colocar aqui qualquer coisinha para os atrair "Vielen Dank für Ihren Besuch! Sie sind willkommen, immer wieder! "
Freudvoll Und leidvoll,
Gedankenvoll sein,
Hangen Und bangen
In schwebender Pein,
Himmelhoch jauchzend,
Zum Tode betrübt –
Glücklich allein Ist die Seele, die liebt."J. W. von Goethe
Ena, que ficou aqui bem o meu poema favorito do senhor, já que me obrigavam noGoethe Institut a saber isto de cor....
Bom... aos 18 anos, maior de idade (e à socapa do meu pai) decidi, com a minha Best Friend e outra amiga maluca (uma que agora trata de malucos à séria...) inscrever-me num curso de Cinema, assim muito à frente. Lá fomos as 3 fazer as maravilhosas audições compostas, na 1ª fase, por 3 provas: cantar uma música, recitar um poema e uma prova surpresa.
1ª prova) escolhi a música "Anzol" dos Rádio Macau... dizia "eu não sei se hei-de fugir" e podia dar-me jeito este improviso e zarpar mesmo da sala... tudo seria pacífico se não tivesse de cantar esta música com a minha voz de rouxinol nada mais nada menos do que sentada no chão a fingir que tinha um flho a morrer nos braços...what else??
2ª prova) escolhi recitar o poema Eros e Psico de Pessoa e tudo seria magnífico se não tivesse uma criatura 90% músculos e 10% humano a empurrar-me, segundo consta pretendiam despertar sentimentos de "raiva"...oh God...
3ª prova) era o improviso e disseram unicamente estas palavras "Gostávamos que fizesse de Nuvem"...confesso que fiquei paralisada, como é que se faz de nuvem??? Então sim, a música do anzol atravessou-me novamente a cabeça e decidi zarpar.. mandei-me para o chão, contorci-me para os lados e deitada fui-me arrantando para a porta, disse "vou ter com o sol" e desapareci...so what?? a minhas nuvens deslocam-se assim:)
Contra todas as expectativas Eu passei à 2ª fase e as minha amigas, que estavam fisicamente dentro dos parâmetros normais dos participantes (note-se que eu era a única vestida com roupas coloridas da moda...) não.
A fase seguinte era a Filmagem. Eu tinha de contracenar com um sujeito e a experiência ainda me dá naúseas no estômago... O texto até era romântico, eu era jovem e rica, ele era o meu motorista e estávamos perdidamente apaixonados um pelo outro. Até aí tudo bem, não fosse a criatura mais velha que eu alguns 10 anos e ter uma alface presa no dente...ugh..By the way eu pensei em dizer-lhe, afinal íamos ser filmados...mas não tive coragem, o sujeito tinha a mania que era o supra sumo e eu deixei-o ir com aquilo na boca, o verde até lhe dava uma corzinha, who cares?? Mas o verdadeiro problema foi a parte final, eu deixava cair um colar, baixavamos-nos os dois ao mesmo tempo e ficávamos romanticamente a roçar os narizes...UAU...ele agarrava-me o braço e dizia "Teresa" e eu respondida louca de paixão "meu amor".
Com devem calcular...não passei esta fase...wonder why?? By the way, ele também não, foi a alface de certeza!! Ainda tenho pesadelos com este episódio da minha vida :)
E amanhã vou ao concerto do Jason Mraz...vai fazer-me lindamente, ele vai dizer-me "I'm Yours" e eu vou dizer-lhe "So take me" ... crazy world!
A Mafalda passou-me um desafio para escrever um poema sobre a confiança.
Na verdade sou boa pessoa para este tema, não desconfio de nada, isso para mim seria... pensar demais! Aqui fica o que me saiu, hope you like :)
E deixo-vos uma música do filme Dirty Dancing, confesso que tenho um fetiche por ela, com o seu tom anasalado, e até já a quis cantar uma vez...na verdade devia tê-lo feito, tal seria o susto que provocava, anyway... não cantei mas o efeito foi semelhante, who cares? Just me!
A Cloudy ofereceu-me este mimo que agradeço e retibuo docemente!
Dedico-o também aos Blogs do meu perfil com um cheirinho a Primavera :)
Confesso que não ía escrever hoje, só cheguei a casa às 23h e a minha vida não tem sido propriamente calma...a saúde é sem dúvida o bem mais precioso e quando ela falta a quem nos é próximo é uma angústia terrível... mas tudo se irá resolver, sou optimista! E sou o tronco da família por isso tenho de me aguentar, como costumo dizer "firme e hirta"...
Como estou mais murcha, fiquei bastante sensibilizada com os comentários à minha história de ontem, aconchegaram-me o coração e decidi vir agradecer, não sei se amanhã vou ter tempo e não quero deixar passar "o momento". Mesmo não vos conhecendo pessoalmente, acreditem: é um prazer escrevinhar para vocês :)
Deixo-vos uma música antiga. Estava eu ontem a procurar a música da Katie que tinha inspirado a minha história sobre feitiços e deparei-me com ela "Just like heaven" dos The Cure, agora numa versão de Katie Melua...
By the way, esta música apareceu quando eu tinha mais ou menos16 ou 17 anos e era uma versão mais electrizante. Sei a letra de cor e só por isso a reconheci... Adoro-a e ainda estremeço a ouvi-la... sinto-me verdadeiramente...just like heaven!
Fica aqui para quem gostar :)
Just like heaven
Show me how you do that trick
The one that makes me scream he said
The one that makes me laugh he said
And threw his arms around my neck
Show me how you do it
And i promise you i promise that
I’ll run away with you
I’ll run away with you
Spinning on that dizzy edge
I kissed his face and kissed his head
And dreamed of all the different ways i had
To make him glow
Why are you so far away, he said
Why won’t you ever know that i’m in love with you
That i’m in love with you
You, soft and only
You,lost and lonely
You, strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You’re just like a dream
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe his name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only boy i loved
And drowned him deep inside of me
You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven
A menina que não sorria
Há muito muito tempo existia uma menina que não falava nem sorria. Chamava-se Leonor e desde pequena exibia uma beleza rara, cabelos cor de oiro, grandes olhos verdes e uns traços perfeitos. Dizia-se que quando nasceu tinha sido amaldiçoada por uma feiticeira, que era apaixonada pelo seu pai e, numa fúria de ciúmes, lançou-lhe um feitiço. A menina iria ser a mais bela do Reino mas não teria emoções, quase não falava e não sorria.
Quando o rapaz entrou no quarto, Leonor estava a ler um livro sentada na sua cama. Olhou para ele pela primeira vez. Os seus olhos tocaram-se de raspão e Leonor voltou a entregar-se ao seu livro. O rapaz sorriu, tirou da sua sacola uma caixa de música e poisou-a no tocador do quarto. Tirou o livro das mãos de Leonor com cuidado e puxou-a para fora da cama. A caixa de música começou a tocar a música que ele tocava todos os dias na sua guitarra. Leonor voltou a fixa-lo com os seus olhos enormes. Ele segurou-a pela cintura e sem tirar os olhos dela disse “vou ensinar-te a dançar”. Colocou os pés de Leonor em cima dos pés dele e dançaram de corpos colados e olhos enfeitiçados. A música durou quinze minutos. Nunca Leonor tinha olhado durante tanto tempo para alguém. Quando a música parou, Leonor, com os olhos repletos de lágrimas, pediu sorrindo “Outra vez”.
Texto escrito para a Fábrica de Histórias