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O outro lado de mim

por Closet, em 14.09.08

Ontem foi um dia fantástico, e o meu filho disse-me, assim a meio do almoço que tivemos com uns amigos nossos, "eu tenho muitos Eus". Claro que para muitos isso é uma questão puramente metafísica, outros provavelmente levariam o filho ao psicólogo, mas eu não consegui deixar de sorrir e dizer "nisto ele sai a mim!". É uma verdade que acredito na reencarnação e tenho a certeza que mesmo nesta vida temos vários Eus escondidos dentro de nós. EU, seguramente tenho, e não os quero deixar fugir!

Ontem à noite, depois de jantarmos num indiano uma comida ultra picante (sim, porque quando eles dizem que é muito picante, acreditem que não estão a brincar, a língua incha, os lábios ficam semelhantes aos da Angelina Jolie, o que não é mau de todo, e as lágrimas escorrem sem as conseguirmos controlar... nestes casos aconselho, mesmo que se esteja a beber um belo vinho tinto, uma Coca-Cola revolve imediatamente o problema!), fomos ver um filme que ADOREI, o MAMMA MIA, não vi o espectáculo na Broadway mas um outro Eu gostaria certamente de ter sido um dos actores em palco. (para as minha "amigas delfins" eu sempre fui "a actriz portuguesa em Hollywood", lembram-se?)

Para quem me conhece melhor, e há mais anos, sabe que não sou apenas A Loira, que só pensa em cremes e roupas e que fala pelos cotovelos, muitas vezes só para não demonstrar o quanto está nervosa ou mesmo em baixo... Para quem não me conhece assim tão bem: "Surprise!".

Acredito piamente que todos temos "um outro lado" que vive em nós, que naturalmente nos influencia um pouco no dia a dia, mas que não habita no mundo real. Eu sei que tenho um e não luto contra ele, é um bem precioso, é uma parte de mim que aprecio e não quero perder.

O outro lado de mim não tem cor, é transparente, e vive um dia depois do outro. Não usa relógio, não tem horas para acordar nem mesmo local obrigatório para dormir. Ele é vagabundo, muitas vezes refugia-se nas dunas de uma praia e os seus sonhos são embalados pelas ondas do mar. Ele viaja constantemente em comboios sem saber o seu destino, apreciando apenas a paisagem, as flores, as árvores, os rios,... não interessa onde vai chegar, interessa-lhe apenas sentir que está a aproveitar, com todos os seus sentidos, cada momento de vida. Ele não tem cor preferida, não há o "preto" ou o "branco", há simplesmente o "preto e branco" porque ele não tem de tomar decisões. O outro lado de mim não tem idade (uau) e vive incessantemente um presente. Não defende causas, não questiona, nem julga ninguém. Chora quando lhe apetece mesmo sem ter razão, grita por coisas sem sentido, contradiz-se, volta atrás, nega o óbvio e não tem orgulhos. O outro lado de mim vive sempre feliz porque nunca tem de se explicar, e a racionalidade é uma característica que se dá ao luxo de dispensar.

 

Vejam o filme MAMMA MIA porque é espectacular e inspirador, o esforço que os actores tiveram em cantar foi sem dúvida brutal mas é de uma energia contagiante. Adorei as 3 cinquentonas, ouvi músicas que não conhecia e adorei esta que, não sei se foi por ser a personagem que faz plásticas e usa cremes de rugas estranhíssimos, é uma personagem hilariante.

E hoje vou à Madonna, e ainda não decidi o que vou vestir, por isso tenho de me apressar porque ainda tenho de decorar algumas músicas!!!

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publicado às 07:41


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