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Incompreensão

por Closet, em 14.12.10

 

«Há no jardim uma árvore, uma única árvore, imperdível.

As folhas cor-de-rosa escuro, a copa perfeita, equilibrada, uma arrogância face ao verde comum a todas as outras, uma sombra que se estende até ao banco de jardim e a hipótese, a pequena, a pequena hipótese, de existir, aqui, uma magia que não é para todos. Fico nesta contemplação enquanto as horas vão mudando.

 

Da janela do quarto consigo ver o vento nas folhas e, ao fundo, uma nesga de rio; consigo ouvir os pássaros. Evito olhar para o mar porque te vejo sempre nos reflexos da água, no beijo da luz do sol, um espelho hesitante de ondulações que vou adivinhando. O amor tem esse grau de incompreensão que nos aproxima do mar - do mistério que é o fundo do mar.

À noite, se as nuvens me deixam, contemplo a lua, a luz branca da lua.

Cada vez que vejo o mar, considero-o inatingível. A lua é toda uma outra reflexão.

 

(...)»

in Morder-te o coração

 

 

 

 

publicado às 17:57


4 comentários

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De viajanteintemporal a 14.12.2010 às 18:22

Bem bonito! Simples, elegante e puro!
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De Closet a 15.12.2010 às 22:34

foi a minha melhor amiga que me envou onte :) também gostei!
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De the scientist a 15.12.2010 às 22:12

que dizer senão... morde que eu deixo
rgds from wiehl
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De Closet a 15.12.2010 às 22:33

tonto! beijosss ou mordidelas :P

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