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Dor de espera

por Closet, em 27.10.10

 

Há uma dor de espera acorrentada a um beco sem saída.

Pronfundo, imenso, gigante.

Não é saudade de uma dor antiga, fustigada pelo cansaço do tempo, envelhecida.

É uma dor recente, de uma espera nova. Ou rejuvenescida. Doce e insana. Dormente. 

De um tudo pefeito, que se desejou tanto e nunca aconteceu.

Há uma dor de espera enorme, dividida. Entre o que se quer e que nunca se poderá ter.

É uma dor encarcerada noutra vida, perdida, também presa de dor.

A dor que espera, e desespera.

Que anseia e receia.

A dor de embrutecer sem saber. 

Há uma dor de espera, descontrolada. Louca, irrompe o corpo, desventra o desejo incontido.

Inflama, rasga a carne, cicatrizada pelo fel da vida

Ferida, da espera acorrentada, que sangra pelo que não foi.

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publicado às 23:42


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