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se tudo o que sentíssemos

por Closet, em 18.09.14

 

 

Se tudo o que sentíssemos fosse amor.

Os olhos rasgavam as dúvidas escondidas e as mãos falavam soltas, sem pudor. 

Brilhava no escuro a ansiedade da pele arrepiada. E os lábios, sequiosos, raspavam-se selvagens, por instinto, para depois perderem-se pelo corpo, deslumbrados. 

Trocávamos em segredo as palavras invisíveis, que revelam as coordenadas de todos os sorrisos contidos. Sem horas, nem pressa. Vagueávamos, nómadas, cúmplices de cheiros e saliva.

Se tudo o que sentíssemos fosse amor.

A verdade era a nossa melhor fantasia. Inocente, genuína, impune de aspas e virgulas. 

Surgia em linhas curvas, assimétricas, sem ponto de chegada ou partida. Transbordava desejo, loucura, emanava euforia.

 

Deitados sobre a areia contemplamos o céu imenso, infinito. O crispar das ondas ao longe, a sua inevitável rebentação em espuma. Não sabíamos ao certo que horas eram, tão pouco distinguíamos o sol da lua. 

- Queres-me?- perguntas.

Se tudo o que sentíssemos fosse amor, esta pergunta não existia.

 

 

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publicado às 19:19

Dreams are

por Closet, em 04.12.10

Serigrafia «Dreams are my reality" daqui by Ana Ventura

 

«uma casa é o seu equilíbrio mas tem pássaros nos pés para voar e a cabeça é inundada de gotas para refrescar a memória e o caminho que segue é uma descoberta –a árvore da vida está representada»

Assim sou eu para a minha Melhor Amiga!

 

Coabita em mim sempre um mundo de fantasia, um imaginário que transpira por entre os poros da minha pele. Por vezes tenho dificuldade em distingui-lo e ando perdida. Não sei se sonho se vivo.

Há em mim um estado de insubordinação constante. Errante por vezes, sem intuito nenhum. Negação de evidências, aceitação de coisas ridiculas... Dispo-me assim do que chamam realidade e eu chamo de fantasia. Vou vivendo um dia atrás do outro, segura pela força da minha imaginação, a capacidade que tenho de sair de mim, o poder de me abstrair, de ser muitas ao mesmo tempo e em toda a parte...

É cansativo, eu sei... mas não encontrei ainda outra forma de ser feliz. 

 

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publicado às 00:54

Manias

por Closet, em 06.11.08

Tenho várias... definitivamente ser distraída é uma delas... aliás hoje à noite custou-me quase um braço partido e uma anca que, com toda a certeza, estará negra neste fim-de-semana em que estarei com amigos num Hotel com piscina interior e jacuzzis... é o que dá não olhar para baixo quando desço escadas... adiante.

Há manias piores, aquelas que me perturbam no dia a dia, a minha pancada da idade por exemplo é uma delas. Agora que já estou em contagem decrescente para os 34 anos e, com a sorte que tenho, também a empresa onde trabalho tem a mesma idade que eu, e já só oiço falar na comemoração dos 35 anos (e ainda não me deixaram fazer os 34), com um festivo +35 anos, como será viver em 2044??? Ok, eu não quero saber, vou ter 70 anos, nem quero imaginar, não me imagino a cantar em karaoke e a dançar efusivamente com essa idade,... não me compreendem, eu sei...mas estou a superar esta crise, aos poucos.

A das dietas abandonei-a nos últimos meses, já que nunca me foi tão fácil emagrecer como ultimamente, e já lá vão 10 quilos pelo menos,... serotonina a menos talvez. Mas os antidepressivos não fazem o meu género, o melhor remédio é sempre estar com os meus amigos, receber um colo de alguém que me quer bem, pareço forte com o meu sorriso confiante, mas ás vezes também preciso...

Roupas e sapatos, bem... acho que isso são manias de 90% da população feminina, por isso justifico-me sempre com um "é normal - sou mulher!" e lá gasto 3/4 do ordenado em roupa!!! No entanto, como sou distraída, tenho dificuldade em me lembrar do que vesti no dia anterior e ainda mais em reparar no que as outras pessoas vestem. Nunca mais me esqueço do dia em que já estava a chegar à escola e reparei que tinha os chinelos nos pés...(tinha 11 anos, mas não me vou esquecer nunca)...

Dizer parvoíces é definitivamente o meu género, falo o que devo e o que não devo e sou perita em confusões, mas acho que desta não me vou escapar até ao fim dos meus dias... já arranjei muitos amigos com as minhas parvoíces, uns ficaram, outros não, mas não consigo evitar,  it's just me...

Sonhar acordada, faço-o constantemente, tanto que às vezes já nem sei distinguir o sonho da realidade... Recebi por e-mail uma sugestão de Fim-de-Ano na Madeira, uma casa triangular de telhado de colmo, totalmente idílica, totalmente o meu género, e já me estou a imaginar lá de flute de champanhe na mão, com a lenha a arder na lareira e a ver lá fora o mar e o fogo de artifício a explodir no céu... tenho um fetiche por ilhas, talvez por estarem rodeadas de mar, e eu gosto do mar, e se quiser fugir sei nadar sem ir ao fundo... Mas na verdade até é perigoso colocar aqui este meu "desejo", da última vez que o fiz ele apareceu-me pendurado no meu quarto,... se bem que com a viagem a Nova Iorque próximo penso que as probabilidades deste se realizar serão poucas,...é mais que aceitável, a menos, claro, que nos saia o euromilhões!

Depois tenho aquelas pancadas valentes que enfio na cabeça sabe Deus porquê, fico num turbilhão de emoções e parece que ando à roda em círculos... é que sou teimosa e imprevisível, e raramente faço as coisas mais sensatas... travo uma luta inglória entre a fantasia e a realidade, e eu ainda não aprendi a conviver com isso...

Mas com a mentalização que ando a treinar diariamente para os 34 anos, que aliás tem exigido bastante de mim,  ando a tentar desembaraçar-me de algumas pancadas que me têm atolado,  despedir-me de algumas fantasias, apagar alguns locais reais e imaginários, largar alguma insegurança e lutar pelas coisas que me prendem a esta vida. Como dizia Fernando Pessoa "é como acordar de uma cegueira antiga", às vezes não queremos ver o óbvio, procuramos sinais que nunca existiram sem ser na nossa cabeça. Questionamo-nos o porquê destas pancadas...Viajamos demais. Apaixonamos-nos por sonhos que sabemos irreais, só porque é bom estar apaixonada por algo. Mas como diz alguém conhecido que não me lembro o nome "os prazeres perdem em duração o que ganham em intensidade". Vou fazer 34 anos. Eu sei. Não posso voltar a ter 20 anos, é um facto...mas não é um drama, vou mudar esse dado na minha balança inteligente (mas só depois de dia 2 de Dezembro, se não se importarem...) e vou VIVER, cantar, dançar, fazer bombas na piscina mesmo que esteja com a anca toda negra, who cares, não sou mesmo a Cameron Diaz...apesar de que aposto que ela fazia-as na perfeição, ela é surfista! Também vou aprender no próximo Verão, boa? Assim como assim acompanho a malta na praia de São Julião!!

Viva la Vita! Adoro esta música, penso nela e sinto uma estranha sensação de intimidade e paz. Tenho de comprar o CD!! Bom, seja o que o futuro me reservar, estarei aqui de coração aberto para o receber, logo se vê... afinal, o mundo pode explodir amanhã!!

 

Mas deixo uma música que o meu marido adora, e eu também. Encontrei o videoclip que tem tudo a ver comigo, a paisagem é fantástica e eu também adorava saltar assim para a água naquelas cataratas! Definitivamente melhor que os SPAS!

 

 

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publicado às 22:19


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