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PÁRA tudo!

por Closet, em 26.01.13

 

Esta é daquelas imagens que ataca o meu imaginário mais cor-de-rosa, talvez mais próximo do conto de fadas. Ok, um conto de fadas moderno vá, e na estrada, e um carro em vez de um castelo e com a princesa a conduzir, vá, eu disse moderno...

 

E é com um sorriso nos lábios que olho para esta imagem e penso institivamente:

ISTO PODIA ACONTECER-ME! 

Pára tudo!! É que podia mesmo! Eu conduzo!

Ora, os únicos impedimentos são:

ponto nº 1) eu não tenho um descapotável... (um problemazinho... a avaliar a possibilidade de serrar o tejadilho do meu Peugeot 107)

ponto nº 2) eu não circulo em estradas de 2 sentidos sem separador... bahhh

Arranquem aquela coisa de cimento da A5 sff! é que no mesmo sentido não dá, a menos que eu importe um carro inglês, e ainda assim apanho um torcicolo em tal acrobacia ... bahhh 

 

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publicado às 00:39

Olhar de Beijo

por Closet, em 12.11.10

 

Há olhares de beijo.

Não sei se são beijos que se olham penetrantes, se olhos que se beijam sedentos.

Por isso chamo-lhes olhares de beijo, onde a fusão é plena e voraz: beijam com os olhos e vêem-se no beijo.

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publicado às 00:26

Beijo na cara é que não!

por Closet, em 08.10.10

 

Fazemos assim: tu chegas primeiro e eu depois. Ou chegamos ao memo tempo os dois. Tanto faz. E quando chegarmos, seja em que lugar for, olhamos-nos nos olhos e sorrimos. Aproximamo-nos devagar, ou talvez seja a correr, não vou prometer nada... logo se vê. Mas não te dou um beijo na cara. Desculpa, mas não consigo. É... estranho. Nunca te dei um beijo na cara, nem saberei como fazê-lo contigo.

Os narizes iriam andar a bater um no outro para o mesmo lado e os lábios perseguiriam-se desvairados. Não, a sério, não consigo.

Pode ser um abraço apertado, um aperto de mão demorado, uma palmada nas costas...sei lá, o que quiseres. Pode ser que até te derrube com a excitação e acabamos os dois a rebolar no chão. Ou na água. Em qualquer lado. Desde que caiamos juntos tanto se me dá a confusão. Agora, um beijo na cara é que não! Desculpa, não consigo!

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publicado às 00:47

Beijo

por Closet, em 14.04.10

 

Um olhar que se toca

num magnetismo vibrante

a pele transpira, sufoca

num desejo alucinante.

 

Tudo rodopia em volta

numa dança sem razão

qualquer força nos transporta

em erotismo e sedução.

 

O vento emana o teu cheiro

os lábios irradiam calor

deslizam pelo corpo inteiro

incendiados com o teu sabor.

 

Aproximam-se lentamente

e a respiração acelera

mordiscam-se desesperadamente

não aguentando mais a espera

 

Agarro-te assim de repente

Para dizer-te o que não vês

de rostos colados bem rente

peço-te "Beija-me - só esta vez"

 

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publicado às 01:39

Kuss

por Closet, em 04.12.08

Bom.. já tinha escrevinhado isto mais ou menos... claro que altero quase tudo quando vou para passar para aqui... não gosto de pensar muito no que estou a escrever... logo, reescrever para mim é uma tarefa complicada... nunca gostei de ditados!

 

A noite no museu foi espectacular, afinal eram 23 crianças, mais pais,... cerca de 50 estranhos a pernoitarem juntos... uma rave inesquecível! Amiga, ficámos lindamente a contemplar o Rosebud (tínhamos cunha e o nosso colchão ficou mesmo por debaixo), dormimos pouco, é um facto, mas também não fomos lá para dormir, certo?  As crianças adoraram e aprenderam que "em arte tudo é possível, não precisa fazer sentido. Às vezes, as coisas mais bonitas não fazem sentido, mas agradam. Nestes casos, quando a razão não compreende, usa-se a imaginação." Gostei como explicaram às crianças, mas a bem dizer aquela pseudo-fada era desnecessária... o beberete foi bom, acabou o chá mas o champanhe também soube bem, e ao final da noite o contador de histórias foi magnífico, de tal forma que ainda excitou mais as crianças... o paparazzi que insistia em fotografar-me naqueles trajes e sem maquilhagem era.. dispensável (já paguei a tiragem total do Jornal de Oeiras!!).

34 anos... já cá cantam e voilá, sobrevivi (apesar de não ter conseguido pregar olho tal era o pânico)...ainda olho ao espelho estupefacta! Pois que nas vésperas tinha um jantar de amigas e... afinal também tinha um lanche ajantarado surpresa. Amigos, adorei estar com todos, os que foram a minha casa, as que foram jantar comigo e as que foram aos dois lados,...A minha Best Friend doente quase me causou um ataque cardíaco... "onde está???" e estar com o meu  amigo Buda é um privilégio, é preciso fazer anos para me visitar e xingar-me que é mais novo 23 dias e ainda chamar-me azelha... que saudades amigo! Mas foi bom.... pena a confusão final, pois eu devo ser a única criatura que tem duas festas de anos a decorrer ao mesmo tempo em locais geográficos diferentes... não, não tenho o dom da ubiquidade... ainda... Mas está tudo bem, peace & love, a intenção foi boa. Amigas que foram jantar comigo, sabem que Eu adoro-vos e Nunca iria desmarcar (CC e CG, não marquem a massagem sem mim), o empregado até era simpático, não sei se percebeu muito bem quando lhe expliquei que as pessoas que faltavam na mesa estavam ... em minha casa... whatever...sangria óptima e o José Carlos Pereira foi definitivamente a cereja no topo do bolo, podiam era ter dispensado a Moranguita enfadonha, sim?!

 

E finalmente..... New York... I'm gonna wake up in a city that doesn't sleep!! Já fizemos as malas, pois que a minha está mais vazia...wonder why?? É que não tenho muita roupa quente, e só lá estão... 1º....e pode apetecer-me comprar lá qualquer coisita!

E já alugámos carro, com GPS e vai ser uma aventura, mesmo sem ser eu a conduzir, chegar a tempo do concerto da Tina (já lhe telefonei a pedir para não começar sem mim!). A bem dizer se nos perdermos até vai ser divertido (depois do concerto, claro, antes está fora de hipótese nem que alugue um helicópetro), já me estou a imaginar a dormir num motel à beira da estrada... assim como assim já estou habituada aos néons. Tenho programadinho na minha cabecinha pequenininha as 1001 coisas que quero ver e fazer, tenho uma listiiiinha de encomenda variadas, amigos vou tentar... entre crocs de inverno (nem sabia que existia...), relógios, malas, posters do Moma, i-pod, uma foto da ponte de Brooklyn, ...hei-de conseguir! Sou distraída mas tenho tudo apontadinho, don't worry!

E isto será uma 2nd Honey Moon, na verdade acho que vai ser a 1ª vez que viajamos sozinhos após a 1st Honey Moon, vai fazer-nos bem. As coisas boas são para se repetir. Vendo bem, a Lua de Mel foi o que tratei mais afincadamente no nosso casamento, era algo que me apetecia muito, os pormenores da festa deleguei quase tudo e até o vestido houve partes compradas a meias com a uma amiga (mas assim teve mais graça amiga, ai Badajóz, pero que te estás a sentir mal??!!). 'Bora lá subir no Empire e gritar I Love You para as estrelas! Como diz Fernando Pessoa «(...) Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não"(...)».

 

E deixo-vos uma semana, vou descartada de tecnologias, só levo os sentidos e a minha imaginação, com um quadro que adoro de Klimt - Der Kuss (O Beijo) - e com um texto que encontrei junto dele. Porque "Há palavras que nos beijam como se tivessem boca." Alexandre O'Neil

 

….”The Kiss”, Gustav Klimt
Imagine Lovers
Until you imagine something, it remains an impossibility.
Once imagined, it becomes your experience
Imagine lovers….
Who smile in each other’s company.
They say a strong and sensual YES to each other.
Their YESes meet and fill their experience. 
Who tell the truth about what works and what doesn’t.
They co-create solutions for their shared challenges.
No truth is too hard for them to speak or hear.
Who spend purposeful time together.
They cultivate life-affirming friends and experiences.
They share the everyday details of life with ease and grace.
Who guard each other’s solitude.
They cultivate spaces in their togetherness.
They delight in each other’s individuality.
Who turn toward each other with heart-full attention.
Their sexual and orgasmic impulses are moistened by their emotional connection and flow naturally in each other’s presence.
Who support each other’s creative impulses and expression.
They welcome and encourage shared creative adventures.
They aren’t afraid to color outside the lines.
Who share a spiritual practice of silence and reflection
to stay in alignment with the essence of their love.
Gratitude for ALL THAT IS fills their relationship.
And so it is!
Written by Patricia Lynn Reilly
Excerpt: Words Made Flesh

 

E a música que toca no meu telélé, claro!

 

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publicado às 00:11

Um Beijo

por Closet, em 09.09.08

Hoje não me apetece escrever nada de especial sobre mim, ontem fiz mais uma aula de RPM com pessoas corpulentas e suadas que vibram activamente com "uuhs" e "ehes" nem deixando ouvir a música enquanto se pedala, e hoje, tive um belo almoço no restaurante do meu "amigo" brasileiro gay que me faz sempre sentir uma princesa. Ok, eu sei que é gay, e que eles adoram-me na generalidade...enfim!

 Mas apeteceu-me escrever sobre algo assim meio louco, assim estilo revista Cosmo (a propósito, se me quiserem contratar, estou disponível), inspirado em algo que li hoje numa mensagem de uma amiga minha de um louco que lhe diz que apesar da relação deles estar gasta ela é a mulher da sua vida...há realmente muito mais loucos por aí do que eu pensava, ainda mais loucos do que eu,... e puz-me a pensar ... porque é que eles não se BEIJAM como já não o fazem há algum tempo???

Puz-me a investigar sobre o beijo, o que provoca, para comprovar a minha teoria, e encontrei algumas verdades inquestionáveis:

"Quem disse que "um beijo é só um beijo" certamente não foi beijado com um daqueles de tirar o fôlego. Um beijo pode ser sexy, doce, lento, rápido, suave, simples, quente. O vocabulário é pouco para dizer tudo o que os lábios podem transmitir.O beijo por si só é uma arte, tem o poder de expressar sentimentos, emoções e paixões." Por isso é tão bom beijar!

 Depois fui espreitar sobre o que diz a astrologia sobre os Beijos do meu signo, só para ver se é bom Beijar-me :)

"Beijos das pessoas do signo Sagitário
Vai beijar alguém deste signo? Se assim for, avance com todo cuidado e concentração. O beijo dessa gente que fala com as mãos e derruba objectos à sua passagem pode terminar os dois a rolar, violentamente, pelo chão. Até aí, tudo bem, se for isto mesmo que você quer. O problema é que o seu Sagitário corre o risco de se enrolar de tal maneira, que é possível que derrube estantes e leve algumas cadeiras à frente. Evite esses desastres amarrando sua presa. Prenda o seu amor sagitariano, diga para ele se calar e não se mover. Aí você vai  poder curtir um beijo quente e empolgado, empenhado em agradar-lhe."
Uupsss é um bocado forte,... e nem percebo se é bom ou mau! Aquilo de falar com as mãos e derrubar objectos é definitivamente a minha cara... quanto ao resto... não me pronuncio e já me arrependi de ter ído procurar! Mas definitivamente não me identifico com ser amarrada muito menos a ser considerada "presa"... Agora que falo pelos cotovelos, falo, e às vezes um bom beijo consegue calar-me!

Continuei a pesquisa sobre "De onde veio o beijo" no intuito claro de poder ajudar aqueles dois... e encontrei isto:

Segundo os historiadores, o beijo surgiu há muitos ano, em Roma, quando os homens precisavam de controlar o consumo do vinho. Então eles beijavam as suas mulheres para descobrir se elas tinham tomado a bebida (realmente romântico, mas enfim...o que se espera dos homens!!). Daí para afrente a arte de beijar foi-se expandindo, e apesar dos historiadores não referirem, foi de certeza através das mulheres que lhe deram aquele "input" divino!!

 Ainda encontrei os "vários tipos de beijo" e aí fiquei eu incrédula porque não sabia que havia tanta coisa por aí, desde Drácula a Roda Gigante... graças a Deus a minha cultura nesta matéria é básica! E  não preciso aprender mais...

Passei para as "dicas de como beijar" e mais um flop de literatura, credo, até assusta, não há dicas, um beijo não se descreve, chega a ser medonho o que li que nem me atrevo a transcrever... qualquer um, mesmo a mais feia criatura do universo, fica sem vontade de ser beijado...

Depois, sim, encontrei algo realmente engraçado "20 coisas que destroem um beijo" e aí está finalmente dicas a não esquecer (passando claro algumas repugnantes como "linguão de vaca, ou linguinha de cobra ou saliva a mais,...nem li bem, nem me interessou), esta é a minha preferida  "Achar que a língua é o único lugar. Descer pelo pescoço é altamente recomendado" e aquelas que me deram vontade de rir como "Fio de couve nos dentes da frente que dá para ver mas não temos coragem de avisar..." (fez-me lembrar quando uma vez fiz uma audição para um curso de teatro e tive de contracenar com uma criatura com alface nos dentes e eu simplesmente tinha de lhe dizer bem perto da sua cara "Meu Amor..." escusado será dizer que não passei à fase seguinte!!!).

 Por fim acabo com uns textos que encontrei num site sobre um livro brasileiro Dossier do Beijo, e li algumas verdades como por exemplo "um beijo é sempre um novo beijo" ou seja é único. E aprendi uma coisa óptima:

Um beijo dispara o coração de 70 para 150 batimentos por minuto (como o meu normal é 90 acho que devo chegar perto dos 200), o rosto movimenta 29 músculos (e sem precisar de ir ao ginásio e ouvir gritinhos "uuhh" e "ehe") e mais importante o corpo queima até 15 calorias apenas com um beijo de 10 segundos!!! Aqui estão boas razões para Beijar!!

 

Como ando numa de Avril aqui fica uma música que adoro,..

 

 

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publicado às 22:13

De volta à morena

por Closet, em 14.08.08

A pedido de alguns, e com a pouca vontade que tenho de falar do meu dia, aqui vai mais um bocadinho do que poderia ser uma versão da história da morena e do homem de fato:

 

Uma sexta-feira de manhã, quando se cruzaram, o homem de fato passou pela morena, que nervosa fingia que procurava algo dentro da mala só para não o confrontar, e perguntou "tens alguma coisa marcada para o fim-de-semana?". Ela estremeceu. Claro que tinha as habituais saídas com as amigas, que aliás fazia todos os fins-de-semana, mas deveria dizer o quê? Afinal que poderia ele querer? Meio hesitante balbuciou "nada de especial, porquê?".

- "Vou a Paris" - disse ele com uma ar sério, como se fosse o seu director. "queres vir comigo?". O castelo de cartas dela ruiu, nunca tinha ído a Paris e aquele convite vindo de um estranho parecia uma verdadeira loucura aceitar. Mas o impulso e a irracional atracção que sentia por aquele homem falou mais alto e , sem ainda saber como e porquê, respondeu com um peremptório "Sim".  Ele apenas disse"óptimo, amanhã aparece aqui às 9h00 "e foi-se embora.

A morena passou o resto do dia a pensar porque tinha dito aquilo, porque não fez mais perguntas, porque deixou-o partir e nem tinha pedido o seu telefone para falar sobre o assunto... nessa noite nem conseguiu dormir, virava e revirava a mala, tinha lá colocado os seus melhores vestidos e sapatos, a sua lingerie mais sexy, o seu perfume mais irresistível, tudo como se de um verdadeiro fim-de-semana romântico se tratasse... mas no fundo não fazia ideia do que a esperava. Nem mesmo sabia onde ia dormir, se aquilo era uma espécie de affair ou então o que podia ser???

No dia seguinte ela andou às voltas antes de entrar no café. Tinha a certeza que uma vez lá dentro já não tinha hipótese de sair. Seria um mergulho numa piscina sem pé, e teria de nadar se não se quisesse afogar... Entrou às 9h10. Ele já lá estava dentro na sua mesa do canto e olhou-a com os mesmos olhos penetrantes que ela tanto tentava evitar. "olá, estranha? Queres comer alguma coisa?" perguntou como se estivessem na situação mais vulgar do mundo. Ela poisou a sua mala e disse-lhe ainda com a voz trémula "estavas a brincar, não vamos a Paris, certo?".

"Errado" disse ele, "o avião é daqui a 2 horas e precisamo-nos de despachar, sempre queres comer algo?" disse ele com uma calma que a enervava. "Não, já comi" respondeu. Ele pagou a conta e agarrou na mala dela. Entraram num carro espaçoso que ela nem se apercebera a marca e foram directo para o aeroporto. Fizeram o check-in e entraram para o avião, e ele falava com ela sem parar das coisas mais triviais, agarrara os jornais do dia, umas revistas femininas para ela,... ela ía muda, incrédula do que lhe estava a acontecer. Não conseguia dizer mais do que "sim" e "não" e quando se sentou no avião a noite em branco reflectiu-se e ela adormeceu encostada ao ombro daquele homem que habitava os seus sonhos há algum tempo. Nem deu pelo descolar. Acordou subitamente com um afago na sua cara, abriu os olhos ainda a pensar que tinha estado a sonhar, mas era ele que lhe dizia "Chegámos". "Onde?" perguntou ainda ela em estado inerte. " A Paris, onde havia de ser, vamos levanta-te que já estão pessoas a sair". Foram de táxi para um hotel no centro da cidade, tinham um quarto de casal reservado, apenas um,... entraram e colocaram lá as malas, ele perguntou-lhe se queria mudar de roupa ou se podiam sair já para almoçar. Meio assustada ela disse prontamente "podemos ir almoçar". Almoçaram num restaurante de rua, ele continuava da falar das coisas mais banais como se sempre a tivesse conhecido até que ela encheu-se de coragem e perguntou "o que queres de mim?" Sim, essa era a pergunta que deveria ter feito logo no momento do convite mas a vontade de aceitar era gigante comparando com a racionalidade da pergunta... Ele fitou-a, olhou-a demoradamente bem dentro dos seus olhos, ao ponto dela se sentir quase despida, e disse "o mesmo que tu". Esta resposta enrregelou-a e então continuaram a refeição em silêncio. À tarde ele levou-a à Torre Eiffel, ela nunca lá tinha estado e tudo parecia um sonho. Quando chegaram lá no alto ele apertou-a inesperadamente contra ele pela cintura, segurou-lhe a cara com a outra mão e disse-lhe "quero saber o que sinto a beijar-te". Como era possível ele querer exactamente o mesmo que ela? E ela perguntou ainda meio tonta "e tinha de ser aqui em Paris no alto da Torre Eiffel?". Ele simplesmente disse "Porque sei que vai ser um momento único e inesquecível, e aqui estamos mais perto das nuvens que é para onde te quero levar depois deste beijo". Beijaram-se como se o mundo fosse acabar naquele instante, loucos de atracçao um pelo outro, as mãos tacteavam as costas arrepiadas, deslizavam pela cintura, afagavam a cabeça. Foi O BEIJO mais longo e mais delicioso que a morena alguma vez teve, e naquele momento sentiu que apenas queria estar nos braços dele, acontecesse o que acontecesse. E ele sentiu o mesmo." By Closet

 

Esta é uma versão lamechas e pirosa de romantismo, própria para cardíacos!

 

http://www.imeem.com/toyo925/music/HvRBR9Ru/kenny_rogers_sheena_easton_weve_got_tonight/

 

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publicado às 22:00

A história de uma morena

por Closet, em 10.08.08

Hoje o dia foi estupidamente simples e divertido, às vezes há coisas simples que nos fazem divertir tanto, e hoje ver o meu filho de 3 anos a ouvir CDs na FNAC com uns auscultadores maiores que a cabeça dele, a cantar e a dançar, filmámos tudo, foi único!

Como tive o desafio de escrever uma mini-história, coisa que não me é difícil, basta olhar para um indivíduo qualquer, um casal na mesa do lado, e passam-me logo pela cabeça histórias inventadas com eles como personagens. Aqui vai uma história inventada, não sou eu, nem alguém que conheço, apenas podia ser um outro Eu noutra encarnação!

Acho que me alonguei um pouco, se perderem a paciência de ler, compreendo!

Aqui vai!

 
"A história de uma morena
 
Ela tem cerca de 30 anos, estatura média e um corpo atraente com uns olhos verdes brilhantes. Tem a vida pela frente, apesar de solteira e sem pressas de casar, tem um grupo de amigas com quem sai e viaja frequentemente, tem a sua casa, um cão que adora, e um trabalho que a satisfaz o qb.
Todas as manhãs ela toma o pequeno-almoço num café movimentado, mas que tem um capuccino sem o qual ela não consegue passar. É nesse café que ela se cruza já há alguns anos com um homem, um pouco mais velho que ela, de aliança no dedo e a quem ela já acena “bom dia” por simples boa educação. Na sua cabeça aquele homem tem um ar arrogante e convencido, e nem tem razões para isso, apesar de ela não conseguir reparar no físico dele escondido sempre por baixo de fatos e sentado numa mesa, a sua cara é pouco simpática e atraente, ele é definitivamente feio.
Mas houve um dia em que não havia mesas disponíveis e ela teve de dividir a mesa com aquele homem, que já conhecia há anos sem nunca ter realmente falado com ele. Ele disse-lhe para ela se sentar ali e seria má educação não o fazer... Nesse dia o pequeno-almoço foi mais prolongado, acabaram por falar sobre as coisas mais triviais, apercebera-se que para além de casado tinha filhos, mas pouco mais da sua vida pessoal, apenas foram falando como dois amigos que se encontram no café todos os dias e não precisam de por a conversa em dia. Até foi agradável, afinal ele não lhe parecera convencido nem antipático. Ela sentiu-se mal de ter feito aquele julgamento precipitado e de o ter condenado antes de sequer ter-lhe dado oportunidade de se apresentar.
Nos dias seguintes os pequenos-almoços tornaram-se diferentes,... ela já fazia um pouco mais de conversa com aquele desconhecido do que o simples “bom-dia” e ele já fazia brincadeiras do tipo “esse croissant engorda, com menos 20 kg já ficas em forma”,... e parecendo que não aquele homem de fato não saía da sua cabeça, ou porque lhe dizia coisas irritantes (que lhe faziam pensar que afinal ele era mesmo o tal convencido que pensara) ou porque a olhava, por vezes, de uma maneira diferente e intensa que a perturbava de alguma forma que não conseguia explicar.
Estaria ela a ficar louca? Ele era casado, com filhos, não o conhecia minimamente, odiava o seu ar arrogante e convencido, não o achava minimamente giro,... qual era a razão de não o tirar da cabeça e ficar num estado de nervos sempre que entrava naquele café? Ás vezes até tentava fingir que não o via, ignorava-o, mas ele não saía da sua cabeça por alguma razão inexplicável à razão humana. Às tantas até dava com ela a aparecer no café, em alturas que nunca ía, para ver se ele lá estava, mas nunca o encontrava. Ele era só "o homem de fato com ar de convencido" que habitava o café do seu pequeno-almoço. Afinal o que poderia ela querer dele? Sexo estava fora de questão, não sentia qualquer atracção física por ele. Um jantar com um bom vinho, apenas para o conhecer melhor e certamente desiludir-se de tal forma com ele que nunca mais pensaria nele? Mas seria demasiado perigoso, e se até gostasse de estar com ele?...  O que é que ela poderia querer mais daquela “relação” impossível?? Talvez uma palavras simpáticas seguidas de um beijo, talvez um envolvente beijo húmido e prolongado lhe fosse capaz de demonstrar o que ela verdadeiramente sentia por ele. Um beijo não deixa dúvidas, diz tudo, desarma a alma. Será que um dia esse beijo vai acontecer?" Closet
 
http://www.imeem.com/people/Sj15jy/music/1fWMLNKU/cher_the_shoop_shoop_song_its_in_his_kiss/

sou craque neste karaoke!

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publicado às 21:05


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