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Fresta

por Closet, em 02.03.11

(...)

Há instantes em que o tempo pára como por magia, como se abrisse uma fresta por onde espreitamos e, admirados, vemos o que até então era invisível.

Eles sentiram que estavam a olhar pela mesma fresta de tempo. E num monólogo interior questionavam-se se deviam parar. 

(...) não é só quando se tem dúvidas que se tem medo e foge. Quando se tem certezas também é assustador. Hoje vim descobrir o que ainda sentia por ti, se era possível ser assim tão forte, tão demolidor. E tive medo, tanto que nem imaginas… Mas agora já não vou fugir mais. Quero-te para mim. Quantas hipóteses existem de duas pessoas se reencontrarem passado tanto tempo e voltarem a sentir algo tão forte?

As bocas entregaram-se como no primeiro beijo, com a sede do desejo e a ansiedade de uma espera eternamente adiada. Como se a terra tivesse parado de girar, ali pairavam os dois, ao relento de corpos entrelaçados, sem saber qual era a pele de um e do outro, enquanto a vida por dentro deles pulsava desassossegada ao acaso. Numa respiração acelerada, sem fôlego, fizeram amor com o tempo, aquele que os tinha há muito abandonado. (...)

Podia dizer que a vida destes dois tinha parado aqui neste preciso momento. Ou melhor, que tinha recomeçado. 

 

por mim em Fresta do Tempo

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publicado às 22:23


2 comentários

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De Ivete a 02.03.2011 às 23:55

Belíssima e apaixonada escrita! Parabéns!
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De Closet a 04.03.2011 às 00:33

Obrigada Ivete! Bjs

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